Quem é o sexo frágil? Esta semana este pensamento não saiu de minha cabeça. Tudo devido a uma reunião, um assunto sem importância: divisão do pecúlio de meu avô, morto a mais de 25 anos. Mas o que me impressionou na reunião, não foi à discussão pelo dinheiro ou pouco apego que aquelas mulheres tinham em relação aquele pequeno montante. Mas o fato principal era que todos os ‘cabeças’ da família eram mulheres. Não havia um único patriarca no grupo ali presente. Percebi pela primeira vez que meu pai, meus tios e alguns primos estavam todos mortos, enquanto nenhuma das mulheres daquela família havia acompanhado seus esposos e mesmo filhos neste triste fim.
Minha mãe é a matriarca atual da família, tem 75 anos de idade e apesar de alguns problemas de saúde, ainda mantém um vigor espantoso para a idade que tem. Meu pai morreu aos 54 anos de idade. Minha mãe teve sete filhos, que apenas três ‘vingaram’, sendo que meu irmão mais novo nasceu quando ela tinha mais de quarenta. Foi operada por três vezes e teve de retirar o útero por causa de cistos e mesmo assim, acorda as seis da manhã, prepara comida para nós, arruma a casa e lava roupa. Alguns dias atrás, a peguei carregando a máquina de lavar por uns cinco metros para poder limpar. Meu pai nunca ficara doente de forma séria, detestava médico e parecia ter uma saúde de ferro. Trabalhava todos os dias da semana e não conseguia ficar em casa sossegado, sempre mexendo em algo... sempre em movimento. Quando teve uma complicação mais séria no estomago, três meses depois estava morto. Nunca chegou a aposentadoria e nunca usufruiu seu trabalho.
A mais nova de todas é minha tia Altina, uma ninfomaníaca. Teve doze filhos que ‘vingaram’ e perdi a conta de quantos morreram no parto. Está com 65 anos e meu tio, seu esposo, morreu aos 62 de infarto do miocárdio. Deve ter aberto a barriga tantas vezes em cesarianas que os médicos não precisavam nem pensar onde fazer o corte. O caminho já estava tão bem marcado. Nunca ficou doente de forma séria, teve gripes e resfriados, mas nada que a incomodasse, também, com tantas ‘bocas’ para criar... mas passou fome, meu tio não era um homem preparado para ser pai e nem enfrentar uma vida dura de criar tantos filhos. A amou muito, nunca brigaram e nem lembro de vê-lo com outra mulher, mas não cumpria sua obrigação de por comida no prato das crianças. Algumas delas foram parar em minha casa e viveram comigo e meus irmãos por um bom tempo. Mesmo assim, é uma sobrevivente... continua com uma saúde de dar inveja a qualquer mulher de sua idade e conseguiu manter a família unida e feliz, apesar de ter de enfrentar uma das piores mágoas para uma mãe, a morte de seu primogênito.
Tia Dinah foi a que teve a vida mais fácil entre elas, meu tio teve bons empregos e pode dar uma qualidade de vida melhor para sua família e seus filhos. Nada faltava a família e nós tínhamos uma ponta de inveja deles, quando pequenos. Apesar disto, minha tia teve de conviver com a traição. Meu tio era um ‘garanhão’ e teve mais mulheres do que posso lembrar, muitas delas faziam questão de mostrar seu relacionamento a ela, sem ela nada poder fazer a respeito. Engolia em seco! Mas meu tio acabou se envolvendo em um caso de corrupção dentro da empresa onde trabalhava e levou a pior. O padrão de vida caiu e a família desmoronou. Os filhos mais velhos desapareceram no mundo e nunca mais deram notícias, meu tio começou a beber e acabou morrendo aos 63 anos de cirrose hepática. Além disso, a filha mais velha teve um filho com problemas mentais que largou para ela criar e desapareceu novamente, sem pensão ou dinheiro para sobreviver, aos 55 anos de idade teve de trabalhar para se sustentar, mesmo assim conseguiu se manter forte e firme, chegando aos 72 anos de idade.
Sexo frágil? Duvido que qualquer mulher goste desta expressão. Nenhuma destas mulheres podem ser chamadas desta forma. Os homens desabam por força de decepções e doenças, não resistindo. As mulheres caem e dão a volta por cima, crescendo no duro caminho de volta. Sobrevivem... crescem... melhoram. Respeito é pouco para elas, estes não são os únicos exemplos que tenho, vários outros se espalham por toda a nossa sociedade... é só saber olhar.
Minha mãe é a matriarca atual da família, tem 75 anos de idade e apesar de alguns problemas de saúde, ainda mantém um vigor espantoso para a idade que tem. Meu pai morreu aos 54 anos de idade. Minha mãe teve sete filhos, que apenas três ‘vingaram’, sendo que meu irmão mais novo nasceu quando ela tinha mais de quarenta. Foi operada por três vezes e teve de retirar o útero por causa de cistos e mesmo assim, acorda as seis da manhã, prepara comida para nós, arruma a casa e lava roupa. Alguns dias atrás, a peguei carregando a máquina de lavar por uns cinco metros para poder limpar. Meu pai nunca ficara doente de forma séria, detestava médico e parecia ter uma saúde de ferro. Trabalhava todos os dias da semana e não conseguia ficar em casa sossegado, sempre mexendo em algo... sempre em movimento. Quando teve uma complicação mais séria no estomago, três meses depois estava morto. Nunca chegou a aposentadoria e nunca usufruiu seu trabalho.
A mais nova de todas é minha tia Altina, uma ninfomaníaca. Teve doze filhos que ‘vingaram’ e perdi a conta de quantos morreram no parto. Está com 65 anos e meu tio, seu esposo, morreu aos 62 de infarto do miocárdio. Deve ter aberto a barriga tantas vezes em cesarianas que os médicos não precisavam nem pensar onde fazer o corte. O caminho já estava tão bem marcado. Nunca ficou doente de forma séria, teve gripes e resfriados, mas nada que a incomodasse, também, com tantas ‘bocas’ para criar... mas passou fome, meu tio não era um homem preparado para ser pai e nem enfrentar uma vida dura de criar tantos filhos. A amou muito, nunca brigaram e nem lembro de vê-lo com outra mulher, mas não cumpria sua obrigação de por comida no prato das crianças. Algumas delas foram parar em minha casa e viveram comigo e meus irmãos por um bom tempo. Mesmo assim, é uma sobrevivente... continua com uma saúde de dar inveja a qualquer mulher de sua idade e conseguiu manter a família unida e feliz, apesar de ter de enfrentar uma das piores mágoas para uma mãe, a morte de seu primogênito.
Tia Dinah foi a que teve a vida mais fácil entre elas, meu tio teve bons empregos e pode dar uma qualidade de vida melhor para sua família e seus filhos. Nada faltava a família e nós tínhamos uma ponta de inveja deles, quando pequenos. Apesar disto, minha tia teve de conviver com a traição. Meu tio era um ‘garanhão’ e teve mais mulheres do que posso lembrar, muitas delas faziam questão de mostrar seu relacionamento a ela, sem ela nada poder fazer a respeito. Engolia em seco! Mas meu tio acabou se envolvendo em um caso de corrupção dentro da empresa onde trabalhava e levou a pior. O padrão de vida caiu e a família desmoronou. Os filhos mais velhos desapareceram no mundo e nunca mais deram notícias, meu tio começou a beber e acabou morrendo aos 63 anos de cirrose hepática. Além disso, a filha mais velha teve um filho com problemas mentais que largou para ela criar e desapareceu novamente, sem pensão ou dinheiro para sobreviver, aos 55 anos de idade teve de trabalhar para se sustentar, mesmo assim conseguiu se manter forte e firme, chegando aos 72 anos de idade.
Sexo frágil? Duvido que qualquer mulher goste desta expressão. Nenhuma destas mulheres podem ser chamadas desta forma. Os homens desabam por força de decepções e doenças, não resistindo. As mulheres caem e dão a volta por cima, crescendo no duro caminho de volta. Sobrevivem... crescem... melhoram. Respeito é pouco para elas, estes não são os únicos exemplos que tenho, vários outros se espalham por toda a nossa sociedade... é só saber olhar.
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