28 outubro 2007

Mulheres que Amo - Mais Mulher

Há mudanças de comportamento que são inexplicáveis, a competição entre adolescentes é uma delas. Os valores mudam com uma velocidade fantástica, transformando a vida de todas à sua volta. A pior delas é a gravidez na adolescência, por motivo banal, como veremos a seguir:

Competição feminina é feroz! Leva as mulheres as últimas consequências de seus atos, independentemente da idade. Sabe, tenho duas belas sobrinhas com a mesma idade problemática: 15 anos. Para todas as pessoas... é a idade da estupidez. Infelizmente, quem a vive... não pensa assim. Então, "bate mais cabeça" do que seria necessário. Poderiam ouvir um pouco mais os mais velhos, mas... são velhos, como podem saber alguma coisa. Pelo menos, é o que eles pensam. Assim, minhas sobrinhas acabaram seguindo o caminho da total e completa burrice.
A lógica diria, como mulheres... da mesma família... com a mesma idade... e estudando no mesmo colégio... deveriam ser amigas. Mas o que lógica tem a ver com isto? Nada. Por este motivo, ambas eram adversárias ferozes no colégio. Disputavam do cara a coroa até o namorado. Faziam contagem de tudo: dos vestidos que usavam, das amigas que tinham e até mesmo das notas que tiravam. A competição poderia ter se tornado algo saudável, mas não. Tudo descambou para a mais completa besteira. A disputa por quem era a mais "mulher". Nem ao menos tinham uma idéia do que aquilo significava.
O primeiro critério para saber quem era a mais"mulher", foi a do bom gosto nas roupas. Escolheram algumas meninas para julgar de ambos os lados e a cada dia da semana vinham com uma produção totalmente diferente. Vestidos, sapatos, saias, bustiês e tudo mais que pudesse chamar a atenção de todos. O resultado foi um empate.
O segundo critério foi saber quem era a mais madura das duas. Neste critério, não precisava ter competição, pois nenhuma das duas tinham um pingo de maturidade, como todas as mulheres adolescentes do mundo, este é um critério "sine qua non" para ser adolescente: não ter maturidade. Deveria acrescentar: não ter cérebro, também. Incrível, já fui adolescente um dia e me achei o máximo. Meu Deus, que absurdo! As atitudes tomadas durante uma semana foram julgadas pelas mesmas amigas para saber quem era a mulher mais madura das duas. O resultado foi idêntico: empate, novamente.
O terceiro critério só poderia ser o pior deles: quem era a mais bonita das duas. Primeiro, avaliaram a opinião das amigas sobre a beleza e a sensualidade de ambas. Depois avaliaram o charme e o carisma de cada uma. Uma venceu em beleza e sensualidade e a outra venceu em charme e carisma. Ficou faltando a última hipótese: quem os garotos achariam a melhor. Foi feito um censo entre os meninos para quem era a melhor "mulher" das duas. Não souberam responder. Alteraram a pergunta, então, para quem eles desejavam mais como mulher. O resultado ficou em empate novamente e sem nenhuma indicação clara para que lado pendiam.
A disputa esfriou entre as amigas, que desistiram daquele jogo imbecil. Apesar das primas, não. A disputa começou em silêncio. Uma disputa entre quem era a melhor com relação aos namorados que conseguiam. A primeira que "ganhasse" o melhor namorado venceria a disputa, mas não era nada explícito. Era implícito no olhar e nas conversas entre as amigas comuns delas. Deixavam sempre transparecer que faziam tudo, uma em função da outra. Se uma delas se apaixonasse por um "carinha", a outra ia lá e dava em cima dele. Se uma olhasse para um garoto, a outra ia lá e dava toda a "bola" possível, até o cara se mancar. Chegavam mesmo a se jogar no colo dos garotos que interessavam uma a outra. A disputa era insensata, pois não havia um pingo de sentimento envolvido naquilo. Os garotos iam e vinham sem nenhum sentido e sem nenhum remorso.
A disputa chamou a atenção dos pais que conversaram com as filhas individualmente. Negaram tudo! Não estava acontecendo nada disto, as duas se amavam. Nunca fariam algo assim. É impensável. Impensável, com certeza! As duas mal se falavam. A disputa avançou para o "roubo" de namorados. Uma conseguia um namorado. A outra ia lá e dava em cima até conseguir tirá-lo da prima. As duas chegaram as vias de fato na saída do colégio e chegaram com as roupas rasgadas em casa. Deram uma desculpada tão esfarrapada quanto suas roupas. A disputa chegou ao seu auge das hostilidades. Era o princípio de uma guerra. Foi quando uma delas, arrumou um namorado que ela realmente gostava.
Esqueceu a prima e passou a vivenciar aquela nova sensação. Sentiu seu mundo modificar e ficar melhor, achava tudo maravilhoso e perfeito. Infelizmente, a guerra já havia sido deflagrada. A outra prima continuou a sua cruzada. O alvo de seu bombardeio era fácil e previsível: o novo namorado. Iniciou um processo de sedução pesado para cima do garoto, que não entendia o porquê de repente ter ficado tão interessante. Quando a primeira descobriu o que a outra estava fazendo, foi confrontar e pedir que aquilo tudo terminasse, pois estava mesmo apaixonada pelo garoto e não estava mais interessada em nenhuma disputa tola. Difícil de acreditar, não? Tanto tempo perdido em escaramuças e táticas diversionistas, você não pode esperar que o outro lado aceite o armistício sem desconfiar. A provocação continuou, até que a primeira disse com "todas as letras", para a prima: "Eu sou bem mais mulher que você! Ele nunca vai me trocar por você!" Isto na frente de todos no colégio. O ódio subiu a cabeça das duas, a outra virou de costas e foi embora sem dizer nada.
Dois meses depois, o namorado da primeira chegou na casa dela e disse que teria de terminar tudo, pois a prima dela estava grávida dele e ele teria de assumir a criança. O desespero tomou conta dela, que saiu correndo e foi até a casa da prima. Quando chegou lá, entrou entempestivamente no quarto da prima, que estava olhando umas peças de enxoval para criança. "O que você fêz?!?" repetia sem parar, gritando com a prima. "Provei que sou mais mulher que você!".

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