Já perceberam como toda a mulher acredita que deve ter um homem "melhor" que ela. Alguém que tenha uma situação financeira melhor, uma carreira mais bem sucedida ou uma populariedade maior que a dela. Ela cria para padrões cada vez mais difíceis de ser atingidos, como veremos no conto a seguir.
Magda era uma mulher quase perfeita! Desde a sua juventude conseguiu tudo o que queria e podia. Era a melhor aluna de sua turma e a melhor jogadora do time de voleibol do colégio. Seu sucesso era enorme, que em toda a Ilha do Governador, todos a conheciam, tanto por sua beleza quanto por suas capacidades. Era uma loira que conseguiu ter muito mais do que dois neurônios. A menina era show!
Infelizmente, tudo tem seu preço. O equilíbrio deve ser preservado entre todas as coisas. Assim, Magda conseguia sucesso em quase todos os aspectos de sua vida pessoal. Apenas um... e somente um... não a trazia contentamento. Era na sua vida amorosa! Seu enorme sucesso, assustava os garotos de sua idade e os mais velhos, tinham que estar em um padrão elevado para poder sair com ela. Não podia ser vista com qualquer um, muito menos um fracassado. Ela tinha uma reputação a zelar! Então, seu padrão para relacionamentos era o mais inatingível possível. Praticamente, tinha que encontrar uma mistura de Super Homem com Brad Pitt. Tarefa, que venhamos e convenhamos, não é nada fácil.
Sua adolescência foi o céu para seu pai, pois apesar de viver cercada por inúmeros garotos, Magda não tinha relacionamento com nenhum. Na verdade, nunca namorou ninguém na adolescência. Era uma enorme quantidade de nãos que ela distribuía a seus pretendentes. Ninguém estava à sua altura. Se namorados da mesma idade não estavam a sua altura, decidiu buscar um maior de idade. Acabou saindo com um cadete da Aeronáutica, mas o namoro não andou. Ele queria uma mulher submissa para tomar conta da casa e dos filhos, enquanto ela queria construir o foguete que levaria o primeiro brasileiro à Lua. Incompatibilidade de gênios, sem dúvida nenhuma! O tiro saiu pela culatra. Magda decidiu mirar em um novo alvo: Universitários. Conheceu um engenheiro mecânico do 2º período da faculdade. Teve início um dos romances mais rápidos da história. Enquanto ele falava de Marx, comunismo e divisão de bens, Magda estava mais interessada em saber qual era o último grito da estação. Separação por Incompatibilidade de Estilos!
Magda entrou na Universidade, bem provavelmente, virgem. Não por falta de dotes atrativos femininos, mas sim por uma necessidade de alcançar um padrão alto demais. Na Universidade, decidiu terminar com sua invencibilidade de qualquer maneira. Diminuiu o padrão e conheceu o garoto de Biologia. Saíam para as festas e estavam presentes a todo acontecimento social dentro da Universidade. Magda alcançou seu objetivo e o biólogo se tornou o namorado de maior resistência de Magda. Mas não passou ao teste do jantar em família. Foi apresentar o recente candidato a marido, para a rejeição dele ser completa dentro de sua família e amigos. O biólogo dançou.
Depois do biólogo, vários foram os namorados de Magda, ninguém que mereça destaque, vários fracassados, que eram detonados pela família e amigos no primeiro encontro. Magda não parecia ter uma opinião própria, bastava uma crítica mais ácida contra seus relacionamento, e ela chutava o possível candidato. Ninguém nunca estava à sua altura e nem dentro dos parâmetros de validação de sua família e amigos. Era difícil compreender o que ela e todos queriam. O namorado não podia em hipótese nenhuma estar em um patamar de, igualdade ou inferioridade com Magda. Imagine como isto passava a ser torturante, pois Magda era sempre a melhor aluna de sua turma e conseguia um grande destaque em todas as atividades que tentava realizar. Então, se fosse alguém que fizesse o mesmo curso na Universidade, ele tinha de ser de um período mais à frente, quase um formando, ou no mínimo teria de ser que ser uma espécie de Einstein. O período da Universidade se arrastou sem grandes novidades.
Quando estava próxima de se formar, Magda iniciou um relacionamento com um executivo da empresa em que fazia estágio. O cara era bem mais velho, tinha uma vida estável, algumas propriedades, exercia um cargo de poder na empresa, mas... era casado. Apesar de satisfazer quase todos os quesitos possíveis para a admissão no quadro de candidatos, ele tinha um impedimento: era casado. Mas como, era bem sucedido, bonito e impressionava onde chegava... família e amigos argumentavam que um casamento podia ser desfeito, se não havia amor. "É muito comum o número grande de divórcios no Brasil!", argumentavam. "Dizem que já superou o número de casamentos!" As justificativas eram as mais estapafúrdias possíveis. Mas, satisfaziam Magda, que descobriu um novo talento: ser amante. Com certeza, foi seu relacionamento mais duradouro: doze anos. Sempre à espera da inevitável separação dele, agora executivo chefe da companhia. As desculpas mais imbecis do mundo, todas elas eram racionalizadas por Magda e algumas de suas amigas. A família já não era da mesma opinião, apesar de ainda acreditar que aquele tipo de homem era o certo para sua filha viver.
Mas o pior ainda estava por vir, Magda recebeu a notícia de seu amante: iria deixá-la. Magda ficou inconsolável, apostou grande parte de sua vida naquele relacionamento. Merecia saber o motivo! Ele justificou que não ficaria bem para um grande executivo como ele, estar envolvido em um escândalo familiar, em função de manter uma amante, ainda mais sendo uma funcionária da companhia. Magda reclamou, mas aceitou e concordou. Dias depois, após visitar um cliente, estava parada em um sinal de trânsito, próximo ao motel que tantas vezes tinha vindo com ele. Quando viu o carro dele entrando no motel e havia uma loira sentada no banco do carona. A esposa dele era morena! Descobriu, então, que ele havia trocado por uma beldade branquela de 18 aninhos. Uma burrinha e cabeça oca de fartos seios e belos quadris. E que não enchia a paciência dele com a palavra casamento. Magda, então, perdeu o homem perfeito para se casar. Estava velha e cansada da vida solitária que vivera até ali. Foi quando conheceu um vendedor de seguros de meia-idade. Não era lá grandes coisas, mas a fazia rir e se sentir feliz.
Apresentou-o para a família e as amigas. Todos ensaiaram o mesmo discursos. "Ele não é pra você!" "Você merece coisa melhor!""Meu Deus, ele não sabe se vestir direito, e afinal, o que ele tem!" As mil opiniões de sempre, que levaram-na para aquela vida solitária e infeliz. Magda resolveu chutar os padrões para o alto. Não importava que ele ganhasse menos que ela. Não importava que ele não impressionasse sua família e amigos. Não importava se ele não estava à altura dela. O que importava mesmo... era que ela se sentia feliz a seu lado.
Magda era uma mulher quase perfeita! Desde a sua juventude conseguiu tudo o que queria e podia. Era a melhor aluna de sua turma e a melhor jogadora do time de voleibol do colégio. Seu sucesso era enorme, que em toda a Ilha do Governador, todos a conheciam, tanto por sua beleza quanto por suas capacidades. Era uma loira que conseguiu ter muito mais do que dois neurônios. A menina era show!
Infelizmente, tudo tem seu preço. O equilíbrio deve ser preservado entre todas as coisas. Assim, Magda conseguia sucesso em quase todos os aspectos de sua vida pessoal. Apenas um... e somente um... não a trazia contentamento. Era na sua vida amorosa! Seu enorme sucesso, assustava os garotos de sua idade e os mais velhos, tinham que estar em um padrão elevado para poder sair com ela. Não podia ser vista com qualquer um, muito menos um fracassado. Ela tinha uma reputação a zelar! Então, seu padrão para relacionamentos era o mais inatingível possível. Praticamente, tinha que encontrar uma mistura de Super Homem com Brad Pitt. Tarefa, que venhamos e convenhamos, não é nada fácil.
Sua adolescência foi o céu para seu pai, pois apesar de viver cercada por inúmeros garotos, Magda não tinha relacionamento com nenhum. Na verdade, nunca namorou ninguém na adolescência. Era uma enorme quantidade de nãos que ela distribuía a seus pretendentes. Ninguém estava à sua altura. Se namorados da mesma idade não estavam a sua altura, decidiu buscar um maior de idade. Acabou saindo com um cadete da Aeronáutica, mas o namoro não andou. Ele queria uma mulher submissa para tomar conta da casa e dos filhos, enquanto ela queria construir o foguete que levaria o primeiro brasileiro à Lua. Incompatibilidade de gênios, sem dúvida nenhuma! O tiro saiu pela culatra. Magda decidiu mirar em um novo alvo: Universitários. Conheceu um engenheiro mecânico do 2º período da faculdade. Teve início um dos romances mais rápidos da história. Enquanto ele falava de Marx, comunismo e divisão de bens, Magda estava mais interessada em saber qual era o último grito da estação. Separação por Incompatibilidade de Estilos!
Magda entrou na Universidade, bem provavelmente, virgem. Não por falta de dotes atrativos femininos, mas sim por uma necessidade de alcançar um padrão alto demais. Na Universidade, decidiu terminar com sua invencibilidade de qualquer maneira. Diminuiu o padrão e conheceu o garoto de Biologia. Saíam para as festas e estavam presentes a todo acontecimento social dentro da Universidade. Magda alcançou seu objetivo e o biólogo se tornou o namorado de maior resistência de Magda. Mas não passou ao teste do jantar em família. Foi apresentar o recente candidato a marido, para a rejeição dele ser completa dentro de sua família e amigos. O biólogo dançou.
Depois do biólogo, vários foram os namorados de Magda, ninguém que mereça destaque, vários fracassados, que eram detonados pela família e amigos no primeiro encontro. Magda não parecia ter uma opinião própria, bastava uma crítica mais ácida contra seus relacionamento, e ela chutava o possível candidato. Ninguém nunca estava à sua altura e nem dentro dos parâmetros de validação de sua família e amigos. Era difícil compreender o que ela e todos queriam. O namorado não podia em hipótese nenhuma estar em um patamar de, igualdade ou inferioridade com Magda. Imagine como isto passava a ser torturante, pois Magda era sempre a melhor aluna de sua turma e conseguia um grande destaque em todas as atividades que tentava realizar. Então, se fosse alguém que fizesse o mesmo curso na Universidade, ele tinha de ser de um período mais à frente, quase um formando, ou no mínimo teria de ser que ser uma espécie de Einstein. O período da Universidade se arrastou sem grandes novidades.
Quando estava próxima de se formar, Magda iniciou um relacionamento com um executivo da empresa em que fazia estágio. O cara era bem mais velho, tinha uma vida estável, algumas propriedades, exercia um cargo de poder na empresa, mas... era casado. Apesar de satisfazer quase todos os quesitos possíveis para a admissão no quadro de candidatos, ele tinha um impedimento: era casado. Mas como, era bem sucedido, bonito e impressionava onde chegava... família e amigos argumentavam que um casamento podia ser desfeito, se não havia amor. "É muito comum o número grande de divórcios no Brasil!", argumentavam. "Dizem que já superou o número de casamentos!" As justificativas eram as mais estapafúrdias possíveis. Mas, satisfaziam Magda, que descobriu um novo talento: ser amante. Com certeza, foi seu relacionamento mais duradouro: doze anos. Sempre à espera da inevitável separação dele, agora executivo chefe da companhia. As desculpas mais imbecis do mundo, todas elas eram racionalizadas por Magda e algumas de suas amigas. A família já não era da mesma opinião, apesar de ainda acreditar que aquele tipo de homem era o certo para sua filha viver.
Mas o pior ainda estava por vir, Magda recebeu a notícia de seu amante: iria deixá-la. Magda ficou inconsolável, apostou grande parte de sua vida naquele relacionamento. Merecia saber o motivo! Ele justificou que não ficaria bem para um grande executivo como ele, estar envolvido em um escândalo familiar, em função de manter uma amante, ainda mais sendo uma funcionária da companhia. Magda reclamou, mas aceitou e concordou. Dias depois, após visitar um cliente, estava parada em um sinal de trânsito, próximo ao motel que tantas vezes tinha vindo com ele. Quando viu o carro dele entrando no motel e havia uma loira sentada no banco do carona. A esposa dele era morena! Descobriu, então, que ele havia trocado por uma beldade branquela de 18 aninhos. Uma burrinha e cabeça oca de fartos seios e belos quadris. E que não enchia a paciência dele com a palavra casamento. Magda, então, perdeu o homem perfeito para se casar. Estava velha e cansada da vida solitária que vivera até ali. Foi quando conheceu um vendedor de seguros de meia-idade. Não era lá grandes coisas, mas a fazia rir e se sentir feliz.
Apresentou-o para a família e as amigas. Todos ensaiaram o mesmo discursos. "Ele não é pra você!" "Você merece coisa melhor!""Meu Deus, ele não sabe se vestir direito, e afinal, o que ele tem!" As mil opiniões de sempre, que levaram-na para aquela vida solitária e infeliz. Magda resolveu chutar os padrões para o alto. Não importava que ele ganhasse menos que ela. Não importava que ele não impressionasse sua família e amigos. Não importava se ele não estava à altura dela. O que importava mesmo... era que ela se sentia feliz a seu lado.
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