02 fevereiro 2008

Poesia - A um Palito de Fósforo

Nosso poeta resolveu ser um pouco diferente... ou será falta de assunto? Não importa!" O que importa é a mudança constante para proporcionar mais uma bela poesia para nós.

A UM PALITO DE FÓSFORO

Tamanha desproporção,
Harmonia fragmentada.

Possui um grande corpo
Esguio e independente,
Sustenta a si próprio
E à cabeça também.

Esta, porém pequena,
Pobre e escravizada,
Negra de qualquer luz.

Se sozinha inexpressiva,
Não há quem a possa notar,
Pois nela não há brilho,
Apenas parece dormir,
Mesmo estando de pé.

Vive a procurar outra parte,
Em total inconsciência.
Para ter vida própria,
Morre da dependência.

Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br

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