Sempre pensei que as mulheres odiassem os canalhas. Todas, sem exceção, dizem que odeiam. Mas será? Eu não acredito! Na verdade, acho que elas os amam. Esta é uma história do relacionamento de mulheres com um canalha. Divirtam-se!
É incrível, como uma mulher não consegue reconhecer um canalha, quando encontra com um! Eu, por exemplo, apenas de apertar a mão dele, já sei que é um canalha! Todos os meus amigos, também, reconhecem um logo de cara. Como, então, a mulher, muito mais sensível que o homem, não o consegue? Ou será que consegue e apenas não quer ver? É difícil dizer. Conheci uma mulher, que entregou até o apartamento, seu único bem, para o canalha com quem vivia, apesar de todas as pessoas dizerem para não fazê-lo. Ela fez e nunca mais entrou naquele apartamento de novo. Bem como, nunca mais sentiu o sabor dos lábios do 'seu homem', como ela enchia a boca para falar. Pior ainda, quando a mulher vê que o homem é canalha com alguém próximo a ela, mesmo assim continua a tentar, achando que: "Comigo vai ser diferente!" Não é e nunca vai ser. Pau que nasce torto, enverga até viga de aço. Vou contar esta estória.
A Kátia era uma amiga que conheci em um evento, nos encontravam de vez em quando para conversar ou sair em grupo. Tentando me recordar, não a via saindo muito com outros caras, nem lembro de algum namorado dela. Então, apresentei ela ao Luís Carlos, um canalha de 'carteirinha' e 'firma reconhecida'. Ele era extremamente simpático e tinha um enorme carisma, tanto que ninguém conseguia ficar com raiva dele, apesar de tudo que aprontava, mas sempre respeitou as mulheres de amigos próximos, acho que com medo de afastar os conhecidos. Mas amigas... eram outra história. Pediu que eu o apresentasse a Kátia, foi o que fiz. Ela caiu de amores por ele na primeira noite em que se falaram. Começaram a sair e o relacionamento começou a ficar sério rapidamente.
Então, pensei se deveria ou não contar-lhe que Luís Carlos era um tremendo canalha. Não sabia nem como começar a dizer-lhe algo assim. Alguns amigos próximos, me disseram para nem tentar, pois ela iria ficar com raiva de mim e ficaria ainda mais apaixonada por ele. Concordei! Mesmo assim, tentei dar uns pequenos 'toques' para ela, dizendo não ser uma boa idéia o relacionamento entre os dois ou que ambos não tinham muito em comum ou que ela sabia muito pouco sobre ele. Para cada questão levantada, ela tinha uma resposta pronta e imediata, todas baseadas no amor, não aberto a réplica. Decidi, então, conversar com a melhor amiga dela: Carmem.
Carmem e Kátia eram amigas desde pequenas, pelo que me haviam contado, estudaram juntas no Jardim de Infância, pois moravam no mesmo prédio. Até quando Kátia mudou de prédio, as amigas continuaram a se encontrar e conversar, mantiveram a amizade firme, apesar da distância entre elas. Carmem insistiu com seus pais de que queria ficar no mesmo colégio que a amiga, mesmo os pais tendo de se deslocar bem mais para levá-la. Venceu! Era uma amizade forte... sólida, pelo menos, é o que parecia.
Falei com Carmem: disse que a Kátia estava entrando em uma 'furada' e não havia como convencê-la do contrário. Ela estava apaixonada por ele, não havia forma de fazê-la desistir. Quem sabe, você sendo a melhor amiga dela, convença-a de 'sair dessa', antes que ele apronte alguma com ela. Carmem ouviu atentamente o que eu disse e foi conversar com outros caras do grupo que frequentávamos para saber se aquilo não era um surto de ciúmes meu. Logo percebeu que não. Foi conhecer o Luís Carlos, preparada para odiá-lo... infelizmente, o carisma e o charme dele a conquistaram tanto quanto à amiga. Na realidade, acabou apaixonada por ele também. Ao invés de convencer a amiga de desistir, deu força para o namoro, enquanto ele começou a 'dar em cima' dela mesma. Estava formado o triângulo amoroso.
Agora, todos apelidavam o trio de Luís e suas duas esposas. Kátia virou motivo de piada por toda a rua e em nosso grupo de amigos, pois o caso de Carmem com Luís era tão escancarado, que era absurdo ela não ver nada. "Cegueira do amor!", alguém brincou, mas começo a acreditar nisto. Tanto, que Kátia levou o Luís para morar com ela em seu apartamento, recentemente comprado. Soubemos, que enquanto Kátia trabalhava, Luís levava Carmem para o apartamento e ficavam juntos. Luís trabalhava como autônomo para algumas Corretoras de Imóveis, tinha muito tempo livre e horários que davam a ele uma ótima oportunidade para 'aprontar' todas.
O fato estava tão esdrúxulo, que uma sexta-feira, ocorreu o aniversário de um amigo comum, todos nós fomos convidados. Kátia foi com Luís e Carmem apareceu sem ninguém. Em determinado momento na festa, Luís e Carmem foram para uma sala de material de limpeza e 'mandaram ver'. Os gritos dela no armário dava para ouvir em todo o corredor e muita gente ouviu, menos Kátia. A pobre coitada andava pelo salão com todos rindo às suas costas quando passava. Ficou procurando o Luís metade da noite, quando ele voltou, estava desarrumado e cansado, deu uma desculpa esfarrapada, que, prontamente, ela aceitou. A piada da hora era a "Cegueira do Amor". Kátia brigou com duas amigas, que não aguentando mais a situação foram falar com ela. Ela respondeu: "Vocês estão com ciúmes!". Nunca mais falou com as duas.
A história entre ela e Luís só terminou, quando em uma tarde qualquer, voltou para casa para apanhar um documento que esquecera. É claro, encontrou o 'amor de sua vida' e a sua 'melhor amiga', na posição do frango assado. Deve ter sido uma visão tétrica! Mas não pode dizer que ninguém a avisou. Tudo bem, pelo menos, ela fez o certo. Pôs os dois para fora do seu apartamento e da sua vida. Infelizmente, não pediu desculpas a ninguém que ela tratou mal devido ao 'amor da sua vida'. Baixou a cabeça e entendeu o motivo das risadas às suas costas. Ficou humilhada e envergonhada, mas acho que aprendeu a lição: "Não existe o 'amor da sua vida', apenas amores em sua vida."
O incrível foi que Carmem, mesmo Luís tendo feito o que fez com a sua amiga, acreditou piamente que ele não faria o mesmo com ela. "Sou diferente dela! Sou melhor e mais esperta! Ele me ama!" Até parece! Uma coisa descobri com o passar do tempo, os canalhas tem um único e verdadeiro defeito: não sabem o que é o amor! Por este motivo, vivem a procurar algo que eles não conhecem e nem entendem. Então, nunca vão parar, não importa quem esteja ao seu lado. Foi o que acabou acontecendo com Carmem. Menos de um mês após o fim do relacionamento de Luís e Kátia e de ter assumido o relacionamento com ela, Luís conheceu uma mulher casada, para quem mostrou um imóvel. No imóvel mesmo, começou o novo relacionamento. Durou uns oito meses, até a 'esperta' Carmem descobrir no Hospital Miguel Couto, quando foi chamada às pressas, pois seu namorado havia sido baleado por um marido traído. A 'esperta' Carmem, percebeu, então, que os risos às suas costas eram para ela. Chegou a perdoá-lo e culpar a 'vaca' daquela mulher, pelo que ele havia feito. Não durou, duas semanas depois, descobriu uma nova amante dele e 'jogou a toalha'.
É incrível, como uma mulher não consegue reconhecer um canalha, quando encontra com um! Eu, por exemplo, apenas de apertar a mão dele, já sei que é um canalha! Todos os meus amigos, também, reconhecem um logo de cara. Como, então, a mulher, muito mais sensível que o homem, não o consegue? Ou será que consegue e apenas não quer ver? É difícil dizer. Conheci uma mulher, que entregou até o apartamento, seu único bem, para o canalha com quem vivia, apesar de todas as pessoas dizerem para não fazê-lo. Ela fez e nunca mais entrou naquele apartamento de novo. Bem como, nunca mais sentiu o sabor dos lábios do 'seu homem', como ela enchia a boca para falar. Pior ainda, quando a mulher vê que o homem é canalha com alguém próximo a ela, mesmo assim continua a tentar, achando que: "Comigo vai ser diferente!" Não é e nunca vai ser. Pau que nasce torto, enverga até viga de aço. Vou contar esta estória.
A Kátia era uma amiga que conheci em um evento, nos encontravam de vez em quando para conversar ou sair em grupo. Tentando me recordar, não a via saindo muito com outros caras, nem lembro de algum namorado dela. Então, apresentei ela ao Luís Carlos, um canalha de 'carteirinha' e 'firma reconhecida'. Ele era extremamente simpático e tinha um enorme carisma, tanto que ninguém conseguia ficar com raiva dele, apesar de tudo que aprontava, mas sempre respeitou as mulheres de amigos próximos, acho que com medo de afastar os conhecidos. Mas amigas... eram outra história. Pediu que eu o apresentasse a Kátia, foi o que fiz. Ela caiu de amores por ele na primeira noite em que se falaram. Começaram a sair e o relacionamento começou a ficar sério rapidamente.
Então, pensei se deveria ou não contar-lhe que Luís Carlos era um tremendo canalha. Não sabia nem como começar a dizer-lhe algo assim. Alguns amigos próximos, me disseram para nem tentar, pois ela iria ficar com raiva de mim e ficaria ainda mais apaixonada por ele. Concordei! Mesmo assim, tentei dar uns pequenos 'toques' para ela, dizendo não ser uma boa idéia o relacionamento entre os dois ou que ambos não tinham muito em comum ou que ela sabia muito pouco sobre ele. Para cada questão levantada, ela tinha uma resposta pronta e imediata, todas baseadas no amor, não aberto a réplica. Decidi, então, conversar com a melhor amiga dela: Carmem.
Carmem e Kátia eram amigas desde pequenas, pelo que me haviam contado, estudaram juntas no Jardim de Infância, pois moravam no mesmo prédio. Até quando Kátia mudou de prédio, as amigas continuaram a se encontrar e conversar, mantiveram a amizade firme, apesar da distância entre elas. Carmem insistiu com seus pais de que queria ficar no mesmo colégio que a amiga, mesmo os pais tendo de se deslocar bem mais para levá-la. Venceu! Era uma amizade forte... sólida, pelo menos, é o que parecia.
Falei com Carmem: disse que a Kátia estava entrando em uma 'furada' e não havia como convencê-la do contrário. Ela estava apaixonada por ele, não havia forma de fazê-la desistir. Quem sabe, você sendo a melhor amiga dela, convença-a de 'sair dessa', antes que ele apronte alguma com ela. Carmem ouviu atentamente o que eu disse e foi conversar com outros caras do grupo que frequentávamos para saber se aquilo não era um surto de ciúmes meu. Logo percebeu que não. Foi conhecer o Luís Carlos, preparada para odiá-lo... infelizmente, o carisma e o charme dele a conquistaram tanto quanto à amiga. Na realidade, acabou apaixonada por ele também. Ao invés de convencer a amiga de desistir, deu força para o namoro, enquanto ele começou a 'dar em cima' dela mesma. Estava formado o triângulo amoroso.
Agora, todos apelidavam o trio de Luís e suas duas esposas. Kátia virou motivo de piada por toda a rua e em nosso grupo de amigos, pois o caso de Carmem com Luís era tão escancarado, que era absurdo ela não ver nada. "Cegueira do amor!", alguém brincou, mas começo a acreditar nisto. Tanto, que Kátia levou o Luís para morar com ela em seu apartamento, recentemente comprado. Soubemos, que enquanto Kátia trabalhava, Luís levava Carmem para o apartamento e ficavam juntos. Luís trabalhava como autônomo para algumas Corretoras de Imóveis, tinha muito tempo livre e horários que davam a ele uma ótima oportunidade para 'aprontar' todas.
O fato estava tão esdrúxulo, que uma sexta-feira, ocorreu o aniversário de um amigo comum, todos nós fomos convidados. Kátia foi com Luís e Carmem apareceu sem ninguém. Em determinado momento na festa, Luís e Carmem foram para uma sala de material de limpeza e 'mandaram ver'. Os gritos dela no armário dava para ouvir em todo o corredor e muita gente ouviu, menos Kátia. A pobre coitada andava pelo salão com todos rindo às suas costas quando passava. Ficou procurando o Luís metade da noite, quando ele voltou, estava desarrumado e cansado, deu uma desculpa esfarrapada, que, prontamente, ela aceitou. A piada da hora era a "Cegueira do Amor". Kátia brigou com duas amigas, que não aguentando mais a situação foram falar com ela. Ela respondeu: "Vocês estão com ciúmes!". Nunca mais falou com as duas.
A história entre ela e Luís só terminou, quando em uma tarde qualquer, voltou para casa para apanhar um documento que esquecera. É claro, encontrou o 'amor de sua vida' e a sua 'melhor amiga', na posição do frango assado. Deve ter sido uma visão tétrica! Mas não pode dizer que ninguém a avisou. Tudo bem, pelo menos, ela fez o certo. Pôs os dois para fora do seu apartamento e da sua vida. Infelizmente, não pediu desculpas a ninguém que ela tratou mal devido ao 'amor da sua vida'. Baixou a cabeça e entendeu o motivo das risadas às suas costas. Ficou humilhada e envergonhada, mas acho que aprendeu a lição: "Não existe o 'amor da sua vida', apenas amores em sua vida."
O incrível foi que Carmem, mesmo Luís tendo feito o que fez com a sua amiga, acreditou piamente que ele não faria o mesmo com ela. "Sou diferente dela! Sou melhor e mais esperta! Ele me ama!" Até parece! Uma coisa descobri com o passar do tempo, os canalhas tem um único e verdadeiro defeito: não sabem o que é o amor! Por este motivo, vivem a procurar algo que eles não conhecem e nem entendem. Então, nunca vão parar, não importa quem esteja ao seu lado. Foi o que acabou acontecendo com Carmem. Menos de um mês após o fim do relacionamento de Luís e Kátia e de ter assumido o relacionamento com ela, Luís conheceu uma mulher casada, para quem mostrou um imóvel. No imóvel mesmo, começou o novo relacionamento. Durou uns oito meses, até a 'esperta' Carmem descobrir no Hospital Miguel Couto, quando foi chamada às pressas, pois seu namorado havia sido baleado por um marido traído. A 'esperta' Carmem, percebeu, então, que os risos às suas costas eram para ela. Chegou a perdoá-lo e culpar a 'vaca' daquela mulher, pelo que ele havia feito. Não durou, duas semanas depois, descobriu uma nova amante dele e 'jogou a toalha'.
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