27 julho 2008

Poesia - Purgando

Nosso poeta volta à toda, falando-nos do doloroso e lento processo da cura emocional.

PURGANDO

Recente-se das chagas
Dor que dela nasceste
Refúgio do sofrimento
Recanto da desilusão

Infiltra-se como câncer
Espalha-se como vírus,
Cianótica presença.


Nutre o sangue com veneno
Engrandece-se sobre a vida,
O corpo jaz dominado.
Ilumina-se com as trevas,
Apaga-se com a luz.


Grita alto seus horrores
Com o eco vai se alegrar
Fantasmas de um pesadelo
Noite que não tem fim.


Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br

Nenhum comentário: