03 agosto 2008

Poesia - Depuração

As dores da mudança e da evolução convivemos todo o tempo e não percebemos, nosso poeta nos apresenta a ela.

DEPURAÇÃO

Verte agora a estancada seiva
Purulenta seiva que assim
A pústula a fez.


Vacilante ainda, goteja fraca,
Receosa do sol,
Receosa do ar.
Exala-lhe o odor
Clareia-lhe a cor
Purifica-se às gotas.


Encontra-se com a luz
Perde-se ainda num infinito mínimo
Surpresa com a vida,
Tonta com a liberdade.


Escorre serena
Progressiva seiva,
Depura-se sem pressa
Até que a clara linfa
Com ti há de se confundir.

Maurício Granzinolli

mgran@urbi.com.br

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