17 agosto 2008

Poesia - Sem Ar

Imaterial. Invisível. Pouco nos importamos com fatos e coisas que nosso principal sentido não pode detectar. Se não vemos, na maioria das vezes, acreditamos não ser verdade. O famoso São Tomé. Estes são versos que nos remetem a isto.

SEM AR

Ríspido sentido
Envolto em tenra aura,
Desejo infecundo
Translúcida vontade.


Limiar estreito
Que o acaso escolhe,
Conveniente surdez
Oportuna cegueira,


Amorfo plasma
Moldado pelos limites,
Estreitos limites...
Imóvel pasma.


Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br

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