31 agosto 2008

Poesia - Dormência

Enfrentar a dor e ter consciência dela é algo atormentador para qualquer pessoa. Lidar com este fato e sentimento é ainda mais difícil. Nosso poeta nos fala de sua própria batalha.

DORMÊNCIA

Calafrios percorrem pelo meu corpo,

Foge do meu andar o equilíbrio,
Estou atado por uma doce fragilidade
E açoitado pela loucura infinda.

Caminho por um horizonte negro
E como bola de fogo
Enxergo a outrora lua.
A loucura transbora sem aviso.

Cego, tateio uma segurança
Que sei inexistente,
Cada minuto de existência
Transforma-se numa incessante
Busca do fim,

Seja este o fim da tormenta,
Seja este meu próprio fim.

Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br

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