Nada é eterno! Nada é sempre bom e perfeito! Tudo muda! Somos obrigados a acompanhar a mudança para sobrevivermos no dia-a-dia, nosso poeta mostra a todos que ninguém é imune aos percalços da vida.
JOIO
Houve um tempo em que o Joio
Potnilhava como praga sem ameaça
Minha extensa plantação de trigo
Que, ao inigualável sol de outono,
Refletia em suas ricas espigas
O dourado ouro que norteava
Minha vida.
A colheita era serena
E a fartura do pão,
Uma certeza diária.
Hoje, pequenos pontos de trigo
Aparecem cada vez menores
Nos dominantes e inevitáveis
Campos de joio,
Que não refletem a luz do sol
Mas, sim, transforma em negra luz,
Que aponta, como um norte para a
Minha vida, apenas
Um obscuro e intransponível horizonte.
Na incansável luta para devolver a
Supremacia ao trigo
Visto-me de cinismo,
Enveneno-me com a náusea
Que me submete o joio
E a transformo em pura seiva
A qual emito ao ambiente,
Num dispendioso ato químico
Que, dia-a-dia,
Transforma o continente
Da minha esperança
Em pequena ilha rodeada
Por um mar de
decepções.
Potnilhava como praga sem ameaça
Minha extensa plantação de trigo
Que, ao inigualável sol de outono,
Refletia em suas ricas espigas
O dourado ouro que norteava
Minha vida.
A colheita era serena
E a fartura do pão,
Uma certeza diária.
Hoje, pequenos pontos de trigo
Aparecem cada vez menores
Nos dominantes e inevitáveis
Campos de joio,
Que não refletem a luz do sol
Mas, sim, transforma em negra luz,
Que aponta, como um norte para a
Minha vida, apenas
Um obscuro e intransponível horizonte.
Na incansável luta para devolver a
Supremacia ao trigo
Visto-me de cinismo,
Enveneno-me com a náusea
Que me submete o joio
E a transformo em pura seiva
A qual emito ao ambiente,
Num dispendioso ato químico
Que, dia-a-dia,
Transforma o continente
Da minha esperança
Em pequena ilha rodeada
Por um mar de
decepções.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
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