É paradoxal que em pleno Século XXI, as pessoas estejam cada vez mais crédulas e acessíveis a toda sorte de assuntos místicos, com um pequeno senso de realidade. As mulheres, infelizmente, ainda seguem demais esta máxima sonhadora, como veremos a seguir.
O fascínio das mulheres por cartomantes, adivinhos e leitores do destino alheio, é uma incógnita para mim. Será possível acreditar que estas pessoas possam realmente ler o futuro ou o destino de alguém. Já vi programas no National Geographic sobre como as pessoas podem ser 'lidas' por estes tão propalados 'sobrenaturais'. Ser cético totalmente, às vezes nos impede de ser totalmente idiota. Mas existem ocasiões que nos vedam de ver fatos e acontecimentos sobre um novo prisma. Ter um meio-termo para este tipo de assunto é, terrivelmente, difícil.
Marina era uma grande amiga minha da faculdade. Não era uma garota muito bonita, apesar de ter um corpo fenomenal e ser bem inteligente. Mas era tímida ou insegura, não posso afirmar precisamente. Sei que tinha dificuldades em seus relacionamentos amorosos, isto quando ela permitia que existissem. Ficava petrificada quando qualquer homem se aproximava dela, mesmo que fosse para dar um alô ou perguntar as horas. Nem sei bem como fez amizades comigo e com alguns outros do nosso grupo, apesar de ter demorado um bocado para acontecer. Naquele ritmo de vida, ela levaria uma década para conseguir um namoro e pelo menos outra para pode casar, sabe-se lá quando conseguiria ter um filho.
As amigas, então, resolveram dar uma 'mãozinha' para ela. Cristiane, uma amiga da faculdade de direito, conhecia uma cartomante 'das boas', que poderia ajudá-la. Eu diria que o problema dela estava na alçada de um bom psicólogo, mas as mulheres do grupo nem deram ouvidos para isto. Levaram-na em uma sexta-feira, quando a requisitada cartomante tinha um horário vago em sua extensa agenda de clientes. Nem sabia que cartomante tinha agenda, imagina, então ela ser extensa. Sei que após a 'consulta', Marina voltou cheia de confiança, pois a cartomante garantiu que ela conseguiria um belo namorado naquela semana mesmo. Eficiente a mulher, brincamos todos. Mas, naquela semana, Marina acabou conhecendo um aluno novo, recém transferido de outro estado. No dizer das meninas: "Era um gato!" e adivinhe só a quem ele primeiro foi cumprimentar: Marina! Era um sinal dos céus, apontando para o novo namorado dela. "Era um presente de Papai Noel!" uma das garotas afirmou a 'boca pequena', mas Marina acreditou piamente na profecia da Cartomante e decidiu conquistar o 'Gato".
Tentou todas as artimanhas femininas, ajudada pelas amigas, para atrair a atenção do 'gato'. O máximo que conseguiu, foi que ele pedisse o caderno emprestado para copiar alguma matéria perdida de aulas passadas. Assim mesmo, Marina ficou como 'mosca de padaria' em volta do pobre rapaz, na vã esperança que a profecia fosse cumprida com ajuda dos Céus. É claro, que os Céus não estavam dispostas a tamanho esforço por algo tão insignificante. Marina deu com os 'burros n'água'.
voltou na cartomante e confrontou as previsões da mesma com a realidade. A cartomante, que 'não é boba nem nada', enrolou a pobre coitada, afirmando que ela não havia feito de forma correta sua aproximação ao 'gato' em questão. Passou uma 'receita' de coisas que ela deveria fazer para conquistar o objeto de seu desejo. Marina foi para casa e comprou todos os objetos e ingredientes para fazer o 'trabalho' mandado pela cartomante, que já estava parecendo mais uma 'macumbeira' de 'porta de esquina' do que uma profissional séria da arte da cartomancia.
Feito os 'trabalhos', Marina voltou a 'carga' sobre o garotão. Apenas, não conseguiu ajustar bem a mira e seus tiros caíram longe do alvo. O garotão já havia arrumado uma outra garota dentro da própria faculdade. Era uma decepção atrás da outra. Marina queria desistir de tudo, mas as amigas, principalmente, Cristiane que indicara a advinha, não queria passar por tola. Insistiram que algo devia estar errado, que Marina não devia ter seguido as ordens dela com atenção devida ou ter cometido algum erro no preparo dos 'ingredientes'. Reviram tudo que a cartomante mandara fazer e descobriram um pequeno erro. "Foi isso que deu errado!" concordaram todas. Tinham que voltar na cartomante e pedir que ela refizesse tudo de novo.
Sei que entre idas e vindas, a cartomante já começava a embolsar uma bela quantia nas 'consultas' e na venda de preparados e poções do amor. Chegaram a organizar uma 'vaquinha' para arrecadar fundos para a nobre causa de casar Marina. A certa altura, entre os homens, o caso já tinha se transformado em uma grande piada. Para Marina, era uma piada de muito mau gosto. É claro, que a fofoca chegou aos ouvidos do 'gato' e de sua namorada. O que gerou um grande 'barraco' no andar da faculdade. As duas quase se pegaram, mas não chegaram as 'vias de fato' porque a 'turma do deixa-disso' interferiu bem na hora. A cartomante, enfim, foi desacreditada, e as meninas tentaram recuperar o investimento feito, mas esta não é um serviço que restitua seus clientes, no caso de não funcionar Adequadamente. Ficaram a 'ver navios' todas elas.
A confusão esfriou e pensamos que elas haviam aprendido a lição, que lidar com o 'sobrenatural' não era tarefa fácil e, principalmente, dispendiosa. Mas 'qual nada', algumas semanas depois, estavam preparando uma 'simpatia' para atrair um novo amor para a pobre coitada da Marina, que eu já estava quase propondo, que se internasse em um convento, para poder se livrar das 'amigas' magas, que tentavam ajudá-la. Passaram, quase o ano inteiro, de 'mandinga' em 'mandinga' e nada acontecia. Marina ficou tão embaraçada com a situação criada, que decidiu trancar a matrícula por um período. Arrumou um emprego e sumiu por um semestre inteiro. Quando voltou, estava de casamento marcado com um cara que conhecera no emprego novo. Finalmente, as crendices funcionaram, pelo menos foi o que todas as 'amigas' acreditaram. Pois acreditar, não custa nada.
O fascínio das mulheres por cartomantes, adivinhos e leitores do destino alheio, é uma incógnita para mim. Será possível acreditar que estas pessoas possam realmente ler o futuro ou o destino de alguém. Já vi programas no National Geographic sobre como as pessoas podem ser 'lidas' por estes tão propalados 'sobrenaturais'. Ser cético totalmente, às vezes nos impede de ser totalmente idiota. Mas existem ocasiões que nos vedam de ver fatos e acontecimentos sobre um novo prisma. Ter um meio-termo para este tipo de assunto é, terrivelmente, difícil.
Marina era uma grande amiga minha da faculdade. Não era uma garota muito bonita, apesar de ter um corpo fenomenal e ser bem inteligente. Mas era tímida ou insegura, não posso afirmar precisamente. Sei que tinha dificuldades em seus relacionamentos amorosos, isto quando ela permitia que existissem. Ficava petrificada quando qualquer homem se aproximava dela, mesmo que fosse para dar um alô ou perguntar as horas. Nem sei bem como fez amizades comigo e com alguns outros do nosso grupo, apesar de ter demorado um bocado para acontecer. Naquele ritmo de vida, ela levaria uma década para conseguir um namoro e pelo menos outra para pode casar, sabe-se lá quando conseguiria ter um filho.
As amigas, então, resolveram dar uma 'mãozinha' para ela. Cristiane, uma amiga da faculdade de direito, conhecia uma cartomante 'das boas', que poderia ajudá-la. Eu diria que o problema dela estava na alçada de um bom psicólogo, mas as mulheres do grupo nem deram ouvidos para isto. Levaram-na em uma sexta-feira, quando a requisitada cartomante tinha um horário vago em sua extensa agenda de clientes. Nem sabia que cartomante tinha agenda, imagina, então ela ser extensa. Sei que após a 'consulta', Marina voltou cheia de confiança, pois a cartomante garantiu que ela conseguiria um belo namorado naquela semana mesmo. Eficiente a mulher, brincamos todos. Mas, naquela semana, Marina acabou conhecendo um aluno novo, recém transferido de outro estado. No dizer das meninas: "Era um gato!" e adivinhe só a quem ele primeiro foi cumprimentar: Marina! Era um sinal dos céus, apontando para o novo namorado dela. "Era um presente de Papai Noel!" uma das garotas afirmou a 'boca pequena', mas Marina acreditou piamente na profecia da Cartomante e decidiu conquistar o 'Gato".
Tentou todas as artimanhas femininas, ajudada pelas amigas, para atrair a atenção do 'gato'. O máximo que conseguiu, foi que ele pedisse o caderno emprestado para copiar alguma matéria perdida de aulas passadas. Assim mesmo, Marina ficou como 'mosca de padaria' em volta do pobre rapaz, na vã esperança que a profecia fosse cumprida com ajuda dos Céus. É claro, que os Céus não estavam dispostas a tamanho esforço por algo tão insignificante. Marina deu com os 'burros n'água'.
voltou na cartomante e confrontou as previsões da mesma com a realidade. A cartomante, que 'não é boba nem nada', enrolou a pobre coitada, afirmando que ela não havia feito de forma correta sua aproximação ao 'gato' em questão. Passou uma 'receita' de coisas que ela deveria fazer para conquistar o objeto de seu desejo. Marina foi para casa e comprou todos os objetos e ingredientes para fazer o 'trabalho' mandado pela cartomante, que já estava parecendo mais uma 'macumbeira' de 'porta de esquina' do que uma profissional séria da arte da cartomancia.
Feito os 'trabalhos', Marina voltou a 'carga' sobre o garotão. Apenas, não conseguiu ajustar bem a mira e seus tiros caíram longe do alvo. O garotão já havia arrumado uma outra garota dentro da própria faculdade. Era uma decepção atrás da outra. Marina queria desistir de tudo, mas as amigas, principalmente, Cristiane que indicara a advinha, não queria passar por tola. Insistiram que algo devia estar errado, que Marina não devia ter seguido as ordens dela com atenção devida ou ter cometido algum erro no preparo dos 'ingredientes'. Reviram tudo que a cartomante mandara fazer e descobriram um pequeno erro. "Foi isso que deu errado!" concordaram todas. Tinham que voltar na cartomante e pedir que ela refizesse tudo de novo.
Sei que entre idas e vindas, a cartomante já começava a embolsar uma bela quantia nas 'consultas' e na venda de preparados e poções do amor. Chegaram a organizar uma 'vaquinha' para arrecadar fundos para a nobre causa de casar Marina. A certa altura, entre os homens, o caso já tinha se transformado em uma grande piada. Para Marina, era uma piada de muito mau gosto. É claro, que a fofoca chegou aos ouvidos do 'gato' e de sua namorada. O que gerou um grande 'barraco' no andar da faculdade. As duas quase se pegaram, mas não chegaram as 'vias de fato' porque a 'turma do deixa-disso' interferiu bem na hora. A cartomante, enfim, foi desacreditada, e as meninas tentaram recuperar o investimento feito, mas esta não é um serviço que restitua seus clientes, no caso de não funcionar Adequadamente. Ficaram a 'ver navios' todas elas.
A confusão esfriou e pensamos que elas haviam aprendido a lição, que lidar com o 'sobrenatural' não era tarefa fácil e, principalmente, dispendiosa. Mas 'qual nada', algumas semanas depois, estavam preparando uma 'simpatia' para atrair um novo amor para a pobre coitada da Marina, que eu já estava quase propondo, que se internasse em um convento, para poder se livrar das 'amigas' magas, que tentavam ajudá-la. Passaram, quase o ano inteiro, de 'mandinga' em 'mandinga' e nada acontecia. Marina ficou tão embaraçada com a situação criada, que decidiu trancar a matrícula por um período. Arrumou um emprego e sumiu por um semestre inteiro. Quando voltou, estava de casamento marcado com um cara que conhecera no emprego novo. Finalmente, as crendices funcionaram, pelo menos foi o que todas as 'amigas' acreditaram. Pois acreditar, não custa nada.
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