TEMPO DE TEMER
Não temo o indefectível destino
Que vem no dorso do tempo.
Nem o desconhecido acaso
Que aleatoriamente nos acomete,
Dando-nos a impressão
De sermos o único escolhido.
Não temo o escuro, que fugindo à luz,
Coloca-nos mais armadilhas que presentes
Estes em única Noite de Natal.
Não temo as mudanças
Que apavoram com o novo
A vida do acomodado velho.
Temo, sim, o presente.
E este temo a cada fração
Mensurável ou não do tempo.
Temo-o, portanto, continuamente,
Sem sequer dar chance ou espaço
De deixar-me temer o futuro.
Que vem no dorso do tempo.
Nem o desconhecido acaso
Que aleatoriamente nos acomete,
Dando-nos a impressão
De sermos o único escolhido.
Não temo o escuro, que fugindo à luz,
Coloca-nos mais armadilhas que presentes
Estes em única Noite de Natal.
Não temo as mudanças
Que apavoram com o novo
A vida do acomodado velho.
Temo, sim, o presente.
E este temo a cada fração
Mensurável ou não do tempo.
Temo-o, portanto, continuamente,
Sem sequer dar chance ou espaço
De deixar-me temer o futuro.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
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