A luz traz muitas vezes a verdade em seu bojo, mas esta verdade nem sempre é a desejada, nem sempre é segura e nem sempre é defensável, como nosso poeta nos mostra.
DESBOTADO
Graças ao enredo que fatiga a escuridão
Com a persistente luz,
Parte o envolvente calor,
Necessário à existência,
E a excitante existência,
Pintada em cores,
Que dão existência ao que existe,
E cores outras,
Que envolvem o inexistente
Por não existirem aos olhos.
Perdeste a cristalina transparência,
E com ela o rigor da consciência,
Queimada em amarelo fogo,
Transformada em invisível vapor.
Trapo desbotado de cor nenhuma.
Forma duvidosa
Que se molda a qualquer forma.
Plástica forma.
Submete-se a limites que não são seus,
Reflete tons que não existem,
Transitam em voláteis verdades,
Sonha sua fantasia negra
E é despertado pelo dourado,
Para iniciar seu pesadelo real.
Com a persistente luz,
Parte o envolvente calor,
Necessário à existência,
E a excitante existência,
Pintada em cores,
Que dão existência ao que existe,
E cores outras,
Que envolvem o inexistente
Por não existirem aos olhos.
Perdeste a cristalina transparência,
E com ela o rigor da consciência,
Queimada em amarelo fogo,
Transformada em invisível vapor.
Trapo desbotado de cor nenhuma.
Forma duvidosa
Que se molda a qualquer forma.
Plástica forma.
Submete-se a limites que não são seus,
Reflete tons que não existem,
Transitam em voláteis verdades,
Sonha sua fantasia negra
E é despertado pelo dourado,
Para iniciar seu pesadelo real.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
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