Todos nós imaginamos como uma mulher decide o fim de um casamento, quais são seus motivos. Irei contar uma pequena e esclarecedora estória, que não serve para todas as mulheres, mas para uma boa parte sim.
Temos relacionamentos com pessoas em decorrência de antigas amizades. Clara era uma destas pessoas! A conhecia desde o segundo grau, mas nunca fomos muito próximos, já que ela era uma das "dondocas" da época, hoje em dia chamam de populares, é só diferença semântica. Ela era uma porre total e uma completa "patricinha" de carteirinha, mas como eu era amigo de Ana Paula, acabava convivendo e participando de um relacionamento, pra mim emblemático da forma que muitas mulheres encaram o casamento.
Clara conheceu Marco Antônio quando estávamos na Faculdade. Ele era advogado e ela fazia estágio em seu escritório. Emendaram, rapidamente, um relacionamento. Quando nos reuníamos o assunto sempre era o "Homem Perfeito", como o havíamos apelidado, antes de conhecê-lo. "Ele é tudo de bom!" afirmava categoricamente. No início, acreditamos que era mais um caso de propaganda enganosa, devido ela "levantar a bola" dele para "subir a sua moral" frente as outras meninas. E nem precisava, pois era uma das mulheres mais bonitas que conheci em toda a minha vida, uma pena o "pacote" não vir completo, sempre havia um defeito de fábrica em algo tão belo. No caso dela... era a personalidade. Querendo ou não, ela nos incluiu em seu relacionamento, pois o mesmo não estaria completo sem platéia.
Conhecemos o cara e, apesar de tudo, descobrimos que não era propaganda enganosa. O cara era realmente muito legal. Um verdadeiro "gente boa", destoando completamente dela. Fizemos amizade fácil e passamos a conviver de bom grado, sem reclamar, mesmo tendo ela a tiracolo.
O relacionamento evoluiu e acabamos sendo convidados para o casamento. Bela festa e ótimo bufê, uma das poucas que gostei. Continuamos a nos ver, cada vez mais esporadicamente, até a formatura, quando cada um foi para seu lado construir sua vida. Fiquei muitos anos sem notícias da turma, pois não sou daqueles que ligam muito para o passado. Até me reunir com Ana Paula, novamente, em um restaurante no Centro do Rio. Convidamos alguns antigos colegas, mas poucos vieram. A "coisa" até que estava animada, mas tudo mudou quando vimos o marido de Clara, que não viera, com uma bela loira "dando uns amassos" em uma mesa do canto. Ana Paula ficou irada e queria dar "porradas" no "safardana canalha". Desaconselhamos e continuamos com a nossa própria festa.
É claro, que no dia seguinte, Ana Paula ligou para Clara e foi vê-la. Contou tudo que vira no restaurante, xingaram e juraram que iam matá-lo assim que o encontrassem. Ana Paula foi embora e Clara para casa. Mais tarde, descobrimos por um amigo que trabalhava com ela, que nada acontecera. A vida do casal 20 continuava na "maior paz"! Ana Paula não se conformou com aquilo, mas falamos para ela esquecer tudo, pois em briga de marido e mulher "ninguém põem a colher". Ficou o dito pelo não dito. Na verdade, o casal conversou e Marco Antonio acabou demitindo a secretária que estava com ele no restaurante, mas continuou encontrando com ela e arrumou um emprego melhor para ela no escritório de um amigo. Mas, ambos, haviam tomado uma atitude.
Alguns anos se passaram, fomos na festa de aniversário de um ano do primeiro filho deles: César. Era o estereótipo do casal perfeito e feliz. Muitos beijos, muitos abraços, muitos sorrisos e sempre um ao lado do outro o tempo todo. As mulheres foram para o jardim da bela casa onde viviam e ficaram "tricotando" coisas sobre: casa, filhos e casamentos. Os homens ficaram na cozinha e na sala, bebendo cerveja e conversando sobre: futebol, dinheiro e carros. Notamos o desaparecimento do Marco Antônio por uns momentos, pediram para que eu o encontrasse, já estávamos em cima da hora para cantar o parabéns e cortar o bolo. Fui até um cômodo no segundo andar e o encontrei dando uns amassos em uma adolescente, que não devia ter mais de 16 anos. Os dois fingiram estar apenas conversando e desceram. A festa correu feliz e perfeita.
Dias depois, fui a praia na Barra e adivinha quem encontro lá: Marco Antônio. Com quem? A bela adolescente da festa. Era uma verdadeira maravilha, principalmente, de biquíni. Sem mostrar embaraço, juntou-se a nós e ficamos bebendo e conversando. O relacionamento estava indo "de vento em popa", já tinha mais de seis meses que se encontravam. Clara não sabia de nada e nem podia saber, acrescentou ele. Como ali só haviam homens que o conheciam e nenhum grande amigo de Clara, todos resolvemos ficar de "bico fechado". Mas se alguém achou que algo assim é passível de ficar escondido... ledo engano. O problema estourou no dia dos namorados, quando Marco Antônio trocou os presentes. Entregou o da amante para a esposa e o da esposa para a amante. Foi um escândalo. Era "bola sete" a separação deles. Não "rolou"!
Ninguém conseguiu entender, mas o feliz casal superou as infidelidades do marido e seguiram em frente com a vida. Veio a segunda filha e cabelos brancos em Marco Antônio e os sinais da idade para Clara. Não era mais aquela mulher deslumbrante da juventude, apesar de ainda ter um charme e uma beleza marcantes. então, aconteceu o terceiro caso de infidelidade de Marco Antonio, desta vez, fora com uma sobrinha de Clara. Pior, a engravidou! Era o fim do casamento deles, certo? Nem pensar, novamente a bela e forte Clara deu um sinal de uma grandeza desconhecida por todos nós, continuou casada e fez o marido ajudar o filho de sua sobrinha, algo que não faria falta no orçamento da família, mas seria decisiva para a "pobre menina". Esta foi mandada para o interior e o caso, rapidamente, esquecido. Sem dúvida alguma, o respeito por Clara cresceu enormemente! Não conseguia acreditar em sua bondade e quanto devia amar aquela homem tão infiel.
Um ano depois, recebi um convite de casamento. Era de Clara! Estava se casando com um tal de Olacir alguma coisa, o nome era conhecido, mas não sabia de onde. Depois descobri que era um grande empresário do setor agropecuário. Foi um choque enorme! Como pode? Liguei para Ana Paula para perguntar se havia recebido o convite. Mas do que receber, ela já havia conhecido o novo consorte de Clara. Perguntei o que houve? Ana Paula foi curta e grossa: Marco Antônio faliu! No dia seguinte, a ter sido decretada a falência nos negócios, Clara decretou a falência do casamento.
Temos relacionamentos com pessoas em decorrência de antigas amizades. Clara era uma destas pessoas! A conhecia desde o segundo grau, mas nunca fomos muito próximos, já que ela era uma das "dondocas" da época, hoje em dia chamam de populares, é só diferença semântica. Ela era uma porre total e uma completa "patricinha" de carteirinha, mas como eu era amigo de Ana Paula, acabava convivendo e participando de um relacionamento, pra mim emblemático da forma que muitas mulheres encaram o casamento.
Clara conheceu Marco Antônio quando estávamos na Faculdade. Ele era advogado e ela fazia estágio em seu escritório. Emendaram, rapidamente, um relacionamento. Quando nos reuníamos o assunto sempre era o "Homem Perfeito", como o havíamos apelidado, antes de conhecê-lo. "Ele é tudo de bom!" afirmava categoricamente. No início, acreditamos que era mais um caso de propaganda enganosa, devido ela "levantar a bola" dele para "subir a sua moral" frente as outras meninas. E nem precisava, pois era uma das mulheres mais bonitas que conheci em toda a minha vida, uma pena o "pacote" não vir completo, sempre havia um defeito de fábrica em algo tão belo. No caso dela... era a personalidade. Querendo ou não, ela nos incluiu em seu relacionamento, pois o mesmo não estaria completo sem platéia.
Conhecemos o cara e, apesar de tudo, descobrimos que não era propaganda enganosa. O cara era realmente muito legal. Um verdadeiro "gente boa", destoando completamente dela. Fizemos amizade fácil e passamos a conviver de bom grado, sem reclamar, mesmo tendo ela a tiracolo.
O relacionamento evoluiu e acabamos sendo convidados para o casamento. Bela festa e ótimo bufê, uma das poucas que gostei. Continuamos a nos ver, cada vez mais esporadicamente, até a formatura, quando cada um foi para seu lado construir sua vida. Fiquei muitos anos sem notícias da turma, pois não sou daqueles que ligam muito para o passado. Até me reunir com Ana Paula, novamente, em um restaurante no Centro do Rio. Convidamos alguns antigos colegas, mas poucos vieram. A "coisa" até que estava animada, mas tudo mudou quando vimos o marido de Clara, que não viera, com uma bela loira "dando uns amassos" em uma mesa do canto. Ana Paula ficou irada e queria dar "porradas" no "safardana canalha". Desaconselhamos e continuamos com a nossa própria festa.
É claro, que no dia seguinte, Ana Paula ligou para Clara e foi vê-la. Contou tudo que vira no restaurante, xingaram e juraram que iam matá-lo assim que o encontrassem. Ana Paula foi embora e Clara para casa. Mais tarde, descobrimos por um amigo que trabalhava com ela, que nada acontecera. A vida do casal 20 continuava na "maior paz"! Ana Paula não se conformou com aquilo, mas falamos para ela esquecer tudo, pois em briga de marido e mulher "ninguém põem a colher". Ficou o dito pelo não dito. Na verdade, o casal conversou e Marco Antonio acabou demitindo a secretária que estava com ele no restaurante, mas continuou encontrando com ela e arrumou um emprego melhor para ela no escritório de um amigo. Mas, ambos, haviam tomado uma atitude.
Alguns anos se passaram, fomos na festa de aniversário de um ano do primeiro filho deles: César. Era o estereótipo do casal perfeito e feliz. Muitos beijos, muitos abraços, muitos sorrisos e sempre um ao lado do outro o tempo todo. As mulheres foram para o jardim da bela casa onde viviam e ficaram "tricotando" coisas sobre: casa, filhos e casamentos. Os homens ficaram na cozinha e na sala, bebendo cerveja e conversando sobre: futebol, dinheiro e carros. Notamos o desaparecimento do Marco Antônio por uns momentos, pediram para que eu o encontrasse, já estávamos em cima da hora para cantar o parabéns e cortar o bolo. Fui até um cômodo no segundo andar e o encontrei dando uns amassos em uma adolescente, que não devia ter mais de 16 anos. Os dois fingiram estar apenas conversando e desceram. A festa correu feliz e perfeita.
Dias depois, fui a praia na Barra e adivinha quem encontro lá: Marco Antônio. Com quem? A bela adolescente da festa. Era uma verdadeira maravilha, principalmente, de biquíni. Sem mostrar embaraço, juntou-se a nós e ficamos bebendo e conversando. O relacionamento estava indo "de vento em popa", já tinha mais de seis meses que se encontravam. Clara não sabia de nada e nem podia saber, acrescentou ele. Como ali só haviam homens que o conheciam e nenhum grande amigo de Clara, todos resolvemos ficar de "bico fechado". Mas se alguém achou que algo assim é passível de ficar escondido... ledo engano. O problema estourou no dia dos namorados, quando Marco Antônio trocou os presentes. Entregou o da amante para a esposa e o da esposa para a amante. Foi um escândalo. Era "bola sete" a separação deles. Não "rolou"!
Ninguém conseguiu entender, mas o feliz casal superou as infidelidades do marido e seguiram em frente com a vida. Veio a segunda filha e cabelos brancos em Marco Antônio e os sinais da idade para Clara. Não era mais aquela mulher deslumbrante da juventude, apesar de ainda ter um charme e uma beleza marcantes. então, aconteceu o terceiro caso de infidelidade de Marco Antonio, desta vez, fora com uma sobrinha de Clara. Pior, a engravidou! Era o fim do casamento deles, certo? Nem pensar, novamente a bela e forte Clara deu um sinal de uma grandeza desconhecida por todos nós, continuou casada e fez o marido ajudar o filho de sua sobrinha, algo que não faria falta no orçamento da família, mas seria decisiva para a "pobre menina". Esta foi mandada para o interior e o caso, rapidamente, esquecido. Sem dúvida alguma, o respeito por Clara cresceu enormemente! Não conseguia acreditar em sua bondade e quanto devia amar aquela homem tão infiel.
Um ano depois, recebi um convite de casamento. Era de Clara! Estava se casando com um tal de Olacir alguma coisa, o nome era conhecido, mas não sabia de onde. Depois descobri que era um grande empresário do setor agropecuário. Foi um choque enorme! Como pode? Liguei para Ana Paula para perguntar se havia recebido o convite. Mas do que receber, ela já havia conhecido o novo consorte de Clara. Perguntei o que houve? Ana Paula foi curta e grossa: Marco Antônio faliu! No dia seguinte, a ter sido decretada a falência nos negócios, Clara decretou a falência do casamento.
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