NOITE DOS MORCEGOS
Na madrugada que parece não ter fim,
O forro da velha casa,
Já quase morta,
Afogada em goteiras,
Abriga o ruído de gambás,
Tentando recriar a vida,
Misturado ao lamento de eternos fantasmas,
Que habitam invisíveis
O úmido ar, que denso,
Enche cada cômodo da casa
Em desespero.
Dormindo seu sono invertido,
Pulguentos morcegos
Infestam os cantos
Mais escuros do porão,
Enquanto imperceptíveis
Teias de aranha,
Dispõem-se em uma cortina de proteção,
A uma atmosfera que também é sua.
Um esqueleto de cão
Coberto de sarnenta pele,
Impedido pela fraqueza de latir
Apenas geme,
Lamentando estar vivo.
No galinheiro, aves mortas,
Deixam escorrer pelos
Dilacerados pescoços
Um sangue negro,
Que espalha ao chão
Pedaços de coágulos.
É uma noite que se iniciou
Com a recusa da permanência do dia.
Há chuva, vento e frio,
Nessa madrugada
Que parece jamais ser vencida
Pelo sonhado amanhecer.
O forro da velha casa,
Já quase morta,
Afogada em goteiras,
Abriga o ruído de gambás,
Tentando recriar a vida,
Misturado ao lamento de eternos fantasmas,
Que habitam invisíveis
O úmido ar, que denso,
Enche cada cômodo da casa
Em desespero.
Dormindo seu sono invertido,
Pulguentos morcegos
Infestam os cantos
Mais escuros do porão,
Enquanto imperceptíveis
Teias de aranha,
Dispõem-se em uma cortina de proteção,
A uma atmosfera que também é sua.
Um esqueleto de cão
Coberto de sarnenta pele,
Impedido pela fraqueza de latir
Apenas geme,
Lamentando estar vivo.
No galinheiro, aves mortas,
Deixam escorrer pelos
Dilacerados pescoços
Um sangue negro,
Que espalha ao chão
Pedaços de coágulos.
É uma noite que se iniciou
Com a recusa da permanência do dia.
Há chuva, vento e frio,
Nessa madrugada
Que parece jamais ser vencida
Pelo sonhado amanhecer.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
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