DICOTOMIA
Melhor talvez se vestisses de negra fuligem,
A repugnante aparência,
Sem a incomoda mesclagem
Que o conduz à fatal dicotomia.
Em conforto viveria,
Pois a falsa esperança
Por ti nutrida, não lhe exporia
Em constante ridículo
De renegar parte sua
Tão desnuda e visível.
Salvo estaria do desgastante embate
Contra a outra metade de si próprio,
Metade que suportas,
E desesperadamente tenta ocultar,
Até mesmo do frio espelho,
Que cruelmente
Aponta-lhe sempre
A porção que não queres ver.
Corre por todas as suas longas noites
Em busca da confirmação
Da sua segunda metade,
Que lhe sobrevém em sonhos
E lhe desperta em pesadelos.
Quer lhe dar corpo,
Quer que a suave luz da branca neve
Que vos é um inalcançável objetivo,
Apague a cinzenta mescla que lhe
Cobre a existência,
E transborda-te de vergonha.
A repugnante aparência,
Sem a incomoda mesclagem
Que o conduz à fatal dicotomia.
Em conforto viveria,
Pois a falsa esperança
Por ti nutrida, não lhe exporia
Em constante ridículo
De renegar parte sua
Tão desnuda e visível.
Salvo estaria do desgastante embate
Contra a outra metade de si próprio,
Metade que suportas,
E desesperadamente tenta ocultar,
Até mesmo do frio espelho,
Que cruelmente
Aponta-lhe sempre
A porção que não queres ver.
Corre por todas as suas longas noites
Em busca da confirmação
Da sua segunda metade,
Que lhe sobrevém em sonhos
E lhe desperta em pesadelos.
Quer lhe dar corpo,
Quer que a suave luz da branca neve
Que vos é um inalcançável objetivo,
Apague a cinzenta mescla que lhe
Cobre a existência,
E transborda-te de vergonha.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
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