NOITES SEM SOL
Não, não são iguais todas as noites.
Há noites cheias de luz,
De uma sublime luz,
Imperceptível aos limitados olhos,
Emite suas ondas numa freqüência divina,
Que só à alma atinge.
Há também noites sem luz,
Mesmo quando ensolaradas de tanta luz.
Igualmente furta-se esta, à míope
Percepção do olhar.
Esta semeia a peste,
A dor e o ranger de dentes,
Sangra a alma e tortura o corpo,
Faz-lhe faltar o ar.
Pode haver nessas noites a luz,
Mas não a que clareia o caminho,
Não a que conduz à luz.
Com o horizonte à distância dos pés
E a verdadeira luz tragada pelas trevas,
Fica apenas a certeza desta alma
E deste corpo
Estarem incondicionalmente aprisionados
Pela vida das noites sem luz.
Há noites cheias de luz,
De uma sublime luz,
Imperceptível aos limitados olhos,
Emite suas ondas numa freqüência divina,
Que só à alma atinge.
Há também noites sem luz,
Mesmo quando ensolaradas de tanta luz.
Igualmente furta-se esta, à míope
Percepção do olhar.
Esta semeia a peste,
A dor e o ranger de dentes,
Sangra a alma e tortura o corpo,
Faz-lhe faltar o ar.
Pode haver nessas noites a luz,
Mas não a que clareia o caminho,
Não a que conduz à luz.
Com o horizonte à distância dos pés
E a verdadeira luz tragada pelas trevas,
Fica apenas a certeza desta alma
E deste corpo
Estarem incondicionalmente aprisionados
Pela vida das noites sem luz.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
mgran@urbi.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário