NÃO QUERO
Não quero que escorra
Das profundas artérias
Da tua prodigiosa história
O sagrado sangue com o qual
Me transfundi.
Não quero que sujas,
Minhas mãos
Que as tuas apoiaste,
Se ponham insanas
À depredar suas formas.
Não quero que teus ouvidos,
Que à minha voz
Escutaste em cantos e prantos,
Sejam arranhados com insensatas
Palavras de desprezo.
Não quero que seus braços
Que num abraço me acolheste,
Abrace agora a ingratidão do vazio,
Numa solidão que não merece.
Não quero que pensamentos
Que emanam do meu fracasso,
Macule a alvura da tua alma,
Que um dia foi minha luz.
Não quero que minhas pragas
Por vezes a ti rogadas,
Encontre em seu corpo santo
O eco da injustiça.
Não quero tê-lo coma algoz
De chagas que não abriste,
Muito menos o carrasco
De um suicídio que é só meu.
Das profundas artérias
Da tua prodigiosa história
O sagrado sangue com o qual
Me transfundi.
Não quero que sujas,
Minhas mãos
Que as tuas apoiaste,
Se ponham insanas
À depredar suas formas.
Não quero que teus ouvidos,
Que à minha voz
Escutaste em cantos e prantos,
Sejam arranhados com insensatas
Palavras de desprezo.
Não quero que seus braços
Que num abraço me acolheste,
Abrace agora a ingratidão do vazio,
Numa solidão que não merece.
Não quero que pensamentos
Que emanam do meu fracasso,
Macule a alvura da tua alma,
Que um dia foi minha luz.
Não quero que minhas pragas
Por vezes a ti rogadas,
Encontre em seu corpo santo
O eco da injustiça.
Não quero tê-lo coma algoz
De chagas que não abriste,
Muito menos o carrasco
De um suicídio que é só meu.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
mgran@urbi.com.br
Um comentário:
Parabens! este blog é uma das muitas boas coisas e de muito bom gosto de Itaborai.
Antonio gomes lacerda antogola@oi.com.br http://antoniogomeslacerda.blogspot.com
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