12 janeiro 2008

Poesia - Fantoche

Nós comnadamos nossa vida? Será? Não poderemnos ser nossos próprios carrascos? Isto é o que discute nosso poeta e filosofo de plantão.

FANTOCHE

Das esperanças que tenho
Da vida,
Trago incólume
A esperança de liberdade.

Das mãos que cegas,
Recebem a ordens
De um cérebro confuso,
E as traduzem em
Primárias garatujas.

Da fresca água, colhida
Em oníricos campos,
Ao cáustico deserto
Da aridez do real.

A insanidade oscila,
Ora oculta em alegre
Maquiagem
Ora mostrada nua
À impiedade
De um espelho,

Numa constante loucura,
Que em sonho,
E somente em sonho,
Pretende um dia libertar.

Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br

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