Nosso poeta decide nos falar de um hábito extremamente brasileiro: deixar tudo para depois.
SÓ AMANHÃ
Por que o amanhã,
Que dá ao agora
A sensação de nunca,
Transfere ao infinito
A responsabilidade do cumprir?
Por que o amanhã,
Que mantém os
Ombros encavados
Com o peso do porvir,
E a cabeça estéril pela
Obrigação do por fazer?
Por que o amanhã,
Que ilumina a ansiedade,
E nega à alma o natural
Descanso que exala do acabado?
Por que o amanhã,
Que duvidoso assombra
A festa dos anseios,
Pela possibilidade do não vir?
Por que o amanhã,
Este incógnito lugar,
Que nos remete ao ontem,
De cujo amanhã
É o hoje?
Que dá ao agora
A sensação de nunca,
Transfere ao infinito
A responsabilidade do cumprir?
Por que o amanhã,
Que mantém os
Ombros encavados
Com o peso do porvir,
E a cabeça estéril pela
Obrigação do por fazer?
Por que o amanhã,
Que ilumina a ansiedade,
E nega à alma o natural
Descanso que exala do acabado?
Por que o amanhã,
Que duvidoso assombra
A festa dos anseios,
Pela possibilidade do não vir?
Por que o amanhã,
Este incógnito lugar,
Que nos remete ao ontem,
De cujo amanhã
É o hoje?
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
mgran@urbi.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário