Incrível como as pessoas tem limites de visão tão curtos. Pior, como querem impor estes limites a todos que os cercam. Nosso poeta demonstra sua inefável falta de paciência com estas pessoas em seus versos.
NADA
Tens ainda a pretensão de ser.
Quisera o universo contido,
Condensado,
E só assim o quisera,
No mínimo mundo que experimentaste,
No doméstico terreno
Em que pisaste,
No mesmo ar que sempre respiraste.
Tens a dimensão do infinito
No limite de quatro paredes,
Do qual jamais saíra,
Uma visão de horizonte
Que à vidraça não ultrapassa,
E um arcabouço de idéias,
Cuja extensão não rompe
Os muros de um hospício.
Neste medíocre cenário,
Construíste tua fortaleza
Na qual se acredita seguro,
E da qual desfere seus
Indiscriminados ataques.
Nunca construíste algo,
Pois com a mesma velocidade
Com que edifica
Suas construções de areia,
Quedam-se as mesmas carecendo
Da liga, cujo o uso não conheces.
És insignificante em tudo!
A irresponsabilidade de suas conclusões,
Abrem-lhe flancos de leviandade,
Julgas com a visão do seu mundo
Onde a luz lhe falta,
Condenas conforme tuas trevas,
Na esperança de compartilhar
O inferno de que é feito tua desprezível existência.
Quisera o universo contido,
Condensado,
E só assim o quisera,
No mínimo mundo que experimentaste,
No doméstico terreno
Em que pisaste,
No mesmo ar que sempre respiraste.
Tens a dimensão do infinito
No limite de quatro paredes,
Do qual jamais saíra,
Uma visão de horizonte
Que à vidraça não ultrapassa,
E um arcabouço de idéias,
Cuja extensão não rompe
Os muros de um hospício.
Neste medíocre cenário,
Construíste tua fortaleza
Na qual se acredita seguro,
E da qual desfere seus
Indiscriminados ataques.
Nunca construíste algo,
Pois com a mesma velocidade
Com que edifica
Suas construções de areia,
Quedam-se as mesmas carecendo
Da liga, cujo o uso não conheces.
És insignificante em tudo!
A irresponsabilidade de suas conclusões,
Abrem-lhe flancos de leviandade,
Julgas com a visão do seu mundo
Onde a luz lhe falta,
Condenas conforme tuas trevas,
Na esperança de compartilhar
O inferno de que é feito tua desprezível existência.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
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