Existem inúmeros preconceitos em nossa vida, muitos deles não são visíveis ou, a maioria das pessoas não considera como sendo preconceito. Esta estória toca em um preconceito sobre: moderno e antiquado, passado e futuro, certo e errado, como estes conceitos são fluídos e dependem do objetivo de cada um de nós.
Conheci Carla e Rafa na minha adolescência. Eram muito amigas, desde muito novas, pois estudavam no mesmo colégio quando eram crianças. As famílias chegaram mesmo a conviver juntas, apesar de todas as diferenças entre elas. Era isso o incrível do relacionamento de ambas. As diferenças culturais. Era dar uma pequena olhada nas duas amigas juntas, para perceber como não tinham nada em comum. Carla era filha de uma família de classe média bem brasileira, onde o pai exercia o cargo de gerente de uma concessionária de automóveis e a mãe era dona de casa, mas estudou até o segundo grau e fez o famoso 'Normal', preparatório para professores de Primeiro Grau. Rafa, ao contrário, era filha de uma família mulçumana do norte da África que viera estabelecer um negócio de especiarias. Montaram uma loja no Centro do Rio.
Carla era a 'moderninha' da dupla, gostava de roupas justas e bem curtas. Usava muita maquiagem e a cada semana aparecia com seu cabelo louro em um novo jeito. Rafa era a tradicional, usava roupas largas e compridas e dificilmente mexia no seu aspecto físico, mas sempre usava muitos adereços femininos como: colares, rendas, prendedores de cabelo, anéis e etc. Além disso, o comportamento de ambas ressaltava as diferenças entre elas, pois a falante Carla adorava chamar a atenção de todas as formas possíveis, com seu jeito de andar e até com o espalhafatoso dialogo das suas mãos. Rafa era a comedida, todo seu movimento e ações eram meticulosamente executados em um equilíbrio lindo de se ver. Dificilmente percebíamos suas mãos ou seu andar, que parecia não ter os pés tocando no chão, mesmo o movimento de seu corpo denotava esta leveza de ser. Uma ao lado da outra, era impossível de não se perguntar como conseguiram ser amigas.
Infelizmente, o relacionamento começou a desmoronar, quando Carla, é claro, arrumou o primeiro namorado. Precoce, como sempre, aos quinze já estava namorando uma menino do colégio, duas séries à frente. Rafa nem olhava para os meninos quando faziam educação física, imagina namorar. Carla ainda fez um esforço de manter a proximidade com a amiga, buscando levá-la consigo para 'segurar vela'. É claro, não deu certo. O choque de eventos díspares foram as separando lentamente. Faltava assunto comum, interesses comuns e objetivos comuns. Carla passou a dedicar sua vida aos relacionamentos sociais, enquanto Rafa aos estudos e a família. No ano que fizeram vestibular, nem ao menos se falavam, uma nem sabia qual era a opção de carreira da outra. A cultura as separou!
Apesar de não serem mais amigas, a convivência social de Carla a fazia encontrar de vez quando com a ex-amiga, mesmo que não falassem quase nada uma com a outra, quando o grupo do colégio se reunia. Em uma noite que estava em um quiosque na praia, encontrei com Rafa e ficamos conversando, sempre gostei de descobrir as nuances de uma cultura diferente da minha. O papo foi ficando cada vez mais animado, até ela me contar que iria se casar. Fiquei assustado, pois nunca a vi com nenhum garoto até ela ter me dito aquilo. Ela explicou: era um casamento arranjado por sua família com um rapaz que viera do Marrocos. As famílias se conheciam há muitos anos e decidiram uní-las, via o casamento de seus filhos. Achei aquilo um absurdo, mas resolvi não dizer nada, pois aquele era um traço de sua cultura e Rafa parecia não estar infeliz com aquilo. Foi quando Carla surgiu do nada com o novo namorado, que eu nunca tinha visto antes, e fez um verdadeiro escândalo. "Como você pode aceitar isto? Você já é uma mulher adulta? Não pode casar sem amor!" Os gritos eram 'mão única', já que Rafa escutava tudo calada e com a cabeça baixa, parecia humilhada e desconfortável. Não falou nada... não respondeu aos gritos e a humilhação de sua ex-melhor amiga. Carla quando percebeu que Rafa não iria discutir ou debater o assunto com ela, fez um gesto com a mão indicando estar cansada de falar e da ex-amiga. Arrastou o namorado pelo braço para longe de nós dois e nem nos apresentou ao novo candidato a maior 'amor de sua vida'.
Depois deste infeliz incidente, Rafa parou de frequentar as reuniões do pessoal do colégio, que já começava a se desintegrar pelos destinos diferentes que escolhiam cada um dos membros. Soube, algum tempo depois, que ela realmente se casara com o desconhecido do Marrocos. Fiquei com pena dela. Meu convívio passou a ser apenas com a Carla, pois começou a trabalhar com meu irmão mais novo e assim, sempre ouvia falar dela, pois meu irmão era um fã incondicional de sua beleza.
Carla conseguiu se formar em Nutrição e um ano depois apresentou um executivo júnior de uma empresa de computadores. Estavam irremediavelmente apaixonados. Todo mundo dizia e achava isso. Era o casal nota mil! Ele era o verdadeiro Príncipe Encantado que toda mulher gostaria de encontrar. Bonito, com dinheiro e carinhoso. Viviam rindo e felizes. O caminho natural era o casamento. e foi o que aconteceu! Estive na festa, pois meu irmão foi convidado e me arrastou. Lembro bem, de várias mulheres de idades diferentes vaticinando que este era um casamento para dar certo. Nada poderia ser mais perfeito que aqueles dois, principalmente, apaixonados como estavam e no início de uma vida comum.
Uma coisa aprendi na vida: "A unanimidade é extremamente burra!" O casamento de Carla foi 'pro vinagre' mais rápido que o mais pessimista dos pessimistas poderia profetizar. Os problemas surgiram lentamente e eram o assunto preferido no escritório que meu irmão trabalhava com ela. Os comentários eram os mais diversos sobre o assunto, cada um queria desvendar o mistério daquele monumental fracasso, pelo menos na opinião da própria protagonista. Resolveram não se separar e fazer um esforço para fazer o casamento funcionar, visitaram inclusive uma terapeuta de casais para ajudá-los.
Nesta época, estava vivendo sozinho e aprendendo a cozinhar. Adorava temperos e pensei em testar alguns temperos diferentes. Fui até o Saara, no Centro do Rio, e visitei algumas das lojas especializadas. Em uma delas, a balconista era a Rafa. O encontro foi legal, ela me explicou bastante sobre especiarias e seus usos mais comuns e diversas combinações legais. Fomos almoçar juntos e ela ficou tão entusiasmada ao me encontrar, que queria me apresentar ao marido arranjado. Fomos até a loja onde ele trabalhava, também no Saara, e fomos apresentados. A primeira impressão que me deu, era de um cara grosso e distante, que não havia gostado nenhum um pouco daquela intimidade entre eu e sua esposa. Ficou calado quase o tempo todo, enquanto Rafa e eu revivíamos os tempos do colégio. Sai daquela tarde com a nítida impressão que ele não fora com a minha cara.
Ledo engano! Na semana seguinte, fui convidado pelo casal para participar de uma festa típica deles, algum tipo de comemoração importante em sua cultura. Adorei o convite, fui e me diverti bastante. Acabei descobrindo que todos os homens da família deles agiam assim na primeira vez que encontravam um estranho. O examinavam em todos os pormenores para depois de abrirem e o tratarem como um membro da família. Fiz grandes amizades entre eles. Adorei!
Ao reviver minha amizade com a Rafa, meu irmão me procurou para ajudarmos a Carla, a ex-melhor amiga, pois tinha alguns dias que ela não ia trabalhar e não dava notícias. Fui com meu irmão até a casa dela e a encontramos em uma grande depressão. O casamento havia acabado! Havia acabado o conto de fadas! Não tinha coragem de encarar sua família e seus amigos. Sentia vergonha de seu fracasso. 'Ttinha uma expectativa tão grande neste casamento!' 'Ele era o homem certo, não era?' Pelo menos para mim sim, se alguém me perguntasse se havia um casal que se amava, eu citaria os dois. Mas, aparências enganam! Tentamos tudo que podíamos para animá-la e tirá-la daquele estado de auto-piedade. Nada pareceu funcionar. Decidimos desistir e procurar a família dela, mas ela não deixou, queria contar ela mesma para eles sobre tudo.
Fomos embora e no dia seguinte encontrei a Rafa. Contei tudo sobre sua ex-melhor amiga e o que ela estava passando. ficou consternada e pediu ao pai que a liberasse da loja, pois não podia deixar uma amiga neste estado. Pediu que eu esperasse um pouco, pois teria de avisar ao marido aonde iria. Quando voltou, estava acompanhada por ele. Iriam ambos visitar a Carla e tentar animá-la. A intenção era reconfortá-la, mas o efeito foi o inverso. Aquele feliz casal arranjado na frente dos olhos dela, pareceu aumentar sua infelicidade e seu fracasso pessoal. Piorou quando Rafa falou da filha de um ano e Carla foi ao inferno e voltou. A felicidade de ambos transbordava a olhos vistos. Carla me puxou e pediu que levasse o casal embora, pois não estava aguentando. Tudo bem, achei uma tremenda ingratidão, mas pedi para Rafa e seu marido irem embora. Foram!
Voltei para Carla para dar-lhe uma grande bronca por aquela atitude ingrata, mas a encontrei chorando copiosamente. Cheguei perto e ela me agarrou pela camisa e gritou para mim: "O que eu sei da vida?" Ela havia casado por amor e quase agrediu a ex-amiga por estar se casando com um homem que ela nunca vira na vida. Hoje, seu casamento por amor fracassara e o casamento arranjado dela era perfeito. O que sabemos da vida?
Conheci Carla e Rafa na minha adolescência. Eram muito amigas, desde muito novas, pois estudavam no mesmo colégio quando eram crianças. As famílias chegaram mesmo a conviver juntas, apesar de todas as diferenças entre elas. Era isso o incrível do relacionamento de ambas. As diferenças culturais. Era dar uma pequena olhada nas duas amigas juntas, para perceber como não tinham nada em comum. Carla era filha de uma família de classe média bem brasileira, onde o pai exercia o cargo de gerente de uma concessionária de automóveis e a mãe era dona de casa, mas estudou até o segundo grau e fez o famoso 'Normal', preparatório para professores de Primeiro Grau. Rafa, ao contrário, era filha de uma família mulçumana do norte da África que viera estabelecer um negócio de especiarias. Montaram uma loja no Centro do Rio.
Carla era a 'moderninha' da dupla, gostava de roupas justas e bem curtas. Usava muita maquiagem e a cada semana aparecia com seu cabelo louro em um novo jeito. Rafa era a tradicional, usava roupas largas e compridas e dificilmente mexia no seu aspecto físico, mas sempre usava muitos adereços femininos como: colares, rendas, prendedores de cabelo, anéis e etc. Além disso, o comportamento de ambas ressaltava as diferenças entre elas, pois a falante Carla adorava chamar a atenção de todas as formas possíveis, com seu jeito de andar e até com o espalhafatoso dialogo das suas mãos. Rafa era a comedida, todo seu movimento e ações eram meticulosamente executados em um equilíbrio lindo de se ver. Dificilmente percebíamos suas mãos ou seu andar, que parecia não ter os pés tocando no chão, mesmo o movimento de seu corpo denotava esta leveza de ser. Uma ao lado da outra, era impossível de não se perguntar como conseguiram ser amigas.
Infelizmente, o relacionamento começou a desmoronar, quando Carla, é claro, arrumou o primeiro namorado. Precoce, como sempre, aos quinze já estava namorando uma menino do colégio, duas séries à frente. Rafa nem olhava para os meninos quando faziam educação física, imagina namorar. Carla ainda fez um esforço de manter a proximidade com a amiga, buscando levá-la consigo para 'segurar vela'. É claro, não deu certo. O choque de eventos díspares foram as separando lentamente. Faltava assunto comum, interesses comuns e objetivos comuns. Carla passou a dedicar sua vida aos relacionamentos sociais, enquanto Rafa aos estudos e a família. No ano que fizeram vestibular, nem ao menos se falavam, uma nem sabia qual era a opção de carreira da outra. A cultura as separou!
Apesar de não serem mais amigas, a convivência social de Carla a fazia encontrar de vez quando com a ex-amiga, mesmo que não falassem quase nada uma com a outra, quando o grupo do colégio se reunia. Em uma noite que estava em um quiosque na praia, encontrei com Rafa e ficamos conversando, sempre gostei de descobrir as nuances de uma cultura diferente da minha. O papo foi ficando cada vez mais animado, até ela me contar que iria se casar. Fiquei assustado, pois nunca a vi com nenhum garoto até ela ter me dito aquilo. Ela explicou: era um casamento arranjado por sua família com um rapaz que viera do Marrocos. As famílias se conheciam há muitos anos e decidiram uní-las, via o casamento de seus filhos. Achei aquilo um absurdo, mas resolvi não dizer nada, pois aquele era um traço de sua cultura e Rafa parecia não estar infeliz com aquilo. Foi quando Carla surgiu do nada com o novo namorado, que eu nunca tinha visto antes, e fez um verdadeiro escândalo. "Como você pode aceitar isto? Você já é uma mulher adulta? Não pode casar sem amor!" Os gritos eram 'mão única', já que Rafa escutava tudo calada e com a cabeça baixa, parecia humilhada e desconfortável. Não falou nada... não respondeu aos gritos e a humilhação de sua ex-melhor amiga. Carla quando percebeu que Rafa não iria discutir ou debater o assunto com ela, fez um gesto com a mão indicando estar cansada de falar e da ex-amiga. Arrastou o namorado pelo braço para longe de nós dois e nem nos apresentou ao novo candidato a maior 'amor de sua vida'.
Depois deste infeliz incidente, Rafa parou de frequentar as reuniões do pessoal do colégio, que já começava a se desintegrar pelos destinos diferentes que escolhiam cada um dos membros. Soube, algum tempo depois, que ela realmente se casara com o desconhecido do Marrocos. Fiquei com pena dela. Meu convívio passou a ser apenas com a Carla, pois começou a trabalhar com meu irmão mais novo e assim, sempre ouvia falar dela, pois meu irmão era um fã incondicional de sua beleza.
Carla conseguiu se formar em Nutrição e um ano depois apresentou um executivo júnior de uma empresa de computadores. Estavam irremediavelmente apaixonados. Todo mundo dizia e achava isso. Era o casal nota mil! Ele era o verdadeiro Príncipe Encantado que toda mulher gostaria de encontrar. Bonito, com dinheiro e carinhoso. Viviam rindo e felizes. O caminho natural era o casamento. e foi o que aconteceu! Estive na festa, pois meu irmão foi convidado e me arrastou. Lembro bem, de várias mulheres de idades diferentes vaticinando que este era um casamento para dar certo. Nada poderia ser mais perfeito que aqueles dois, principalmente, apaixonados como estavam e no início de uma vida comum.
Uma coisa aprendi na vida: "A unanimidade é extremamente burra!" O casamento de Carla foi 'pro vinagre' mais rápido que o mais pessimista dos pessimistas poderia profetizar. Os problemas surgiram lentamente e eram o assunto preferido no escritório que meu irmão trabalhava com ela. Os comentários eram os mais diversos sobre o assunto, cada um queria desvendar o mistério daquele monumental fracasso, pelo menos na opinião da própria protagonista. Resolveram não se separar e fazer um esforço para fazer o casamento funcionar, visitaram inclusive uma terapeuta de casais para ajudá-los.
Nesta época, estava vivendo sozinho e aprendendo a cozinhar. Adorava temperos e pensei em testar alguns temperos diferentes. Fui até o Saara, no Centro do Rio, e visitei algumas das lojas especializadas. Em uma delas, a balconista era a Rafa. O encontro foi legal, ela me explicou bastante sobre especiarias e seus usos mais comuns e diversas combinações legais. Fomos almoçar juntos e ela ficou tão entusiasmada ao me encontrar, que queria me apresentar ao marido arranjado. Fomos até a loja onde ele trabalhava, também no Saara, e fomos apresentados. A primeira impressão que me deu, era de um cara grosso e distante, que não havia gostado nenhum um pouco daquela intimidade entre eu e sua esposa. Ficou calado quase o tempo todo, enquanto Rafa e eu revivíamos os tempos do colégio. Sai daquela tarde com a nítida impressão que ele não fora com a minha cara.
Ledo engano! Na semana seguinte, fui convidado pelo casal para participar de uma festa típica deles, algum tipo de comemoração importante em sua cultura. Adorei o convite, fui e me diverti bastante. Acabei descobrindo que todos os homens da família deles agiam assim na primeira vez que encontravam um estranho. O examinavam em todos os pormenores para depois de abrirem e o tratarem como um membro da família. Fiz grandes amizades entre eles. Adorei!
Ao reviver minha amizade com a Rafa, meu irmão me procurou para ajudarmos a Carla, a ex-melhor amiga, pois tinha alguns dias que ela não ia trabalhar e não dava notícias. Fui com meu irmão até a casa dela e a encontramos em uma grande depressão. O casamento havia acabado! Havia acabado o conto de fadas! Não tinha coragem de encarar sua família e seus amigos. Sentia vergonha de seu fracasso. 'Ttinha uma expectativa tão grande neste casamento!' 'Ele era o homem certo, não era?' Pelo menos para mim sim, se alguém me perguntasse se havia um casal que se amava, eu citaria os dois. Mas, aparências enganam! Tentamos tudo que podíamos para animá-la e tirá-la daquele estado de auto-piedade. Nada pareceu funcionar. Decidimos desistir e procurar a família dela, mas ela não deixou, queria contar ela mesma para eles sobre tudo.
Fomos embora e no dia seguinte encontrei a Rafa. Contei tudo sobre sua ex-melhor amiga e o que ela estava passando. ficou consternada e pediu ao pai que a liberasse da loja, pois não podia deixar uma amiga neste estado. Pediu que eu esperasse um pouco, pois teria de avisar ao marido aonde iria. Quando voltou, estava acompanhada por ele. Iriam ambos visitar a Carla e tentar animá-la. A intenção era reconfortá-la, mas o efeito foi o inverso. Aquele feliz casal arranjado na frente dos olhos dela, pareceu aumentar sua infelicidade e seu fracasso pessoal. Piorou quando Rafa falou da filha de um ano e Carla foi ao inferno e voltou. A felicidade de ambos transbordava a olhos vistos. Carla me puxou e pediu que levasse o casal embora, pois não estava aguentando. Tudo bem, achei uma tremenda ingratidão, mas pedi para Rafa e seu marido irem embora. Foram!
Voltei para Carla para dar-lhe uma grande bronca por aquela atitude ingrata, mas a encontrei chorando copiosamente. Cheguei perto e ela me agarrou pela camisa e gritou para mim: "O que eu sei da vida?" Ela havia casado por amor e quase agrediu a ex-amiga por estar se casando com um homem que ela nunca vira na vida. Hoje, seu casamento por amor fracassara e o casamento arranjado dela era perfeito. O que sabemos da vida?
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