05 abril 2008

Poesia - Vão-se os Dedos

O tempo, carrasco implacável, associado com nossos proprios erros cobram um preço alto na vida. Este é o tema dos versos de nosso poetinha esta semana.

VÃO-SE OS DEDOS

Constrói o homem o seu mundo,
De maravilhas mil,
Fundem em ouro seus sonhos
Dando forma ao que é vil.

Transforma a matéria bruta
Em espelho rico e polido,
Deixas um pouco de ti
Acelera seu tempo corrido.

Pinta com tinta fina
Seus sonhos em branco e preto,
Colore suas ilusões
Encobre seu próprio medo.

Acreditas sem duvidar,
No retorno que virá,
Soubeste agradar os olhos
De quem possa admirar.

Como um inseto inocente
Que pela luz é atraído,
Confiaste demais em teus olhos,
E por eles se fez traído.

Somaste tantas coisas
Que nem tens como contar,
Já sofres a ação do tempo,
Só faz agora penar.

Quantas coisas ricas
Todos se põem a proclamar,
Porém, corre em ti a angústia,
De ver tudo desabar.

Na corrida do que é fácil, rico, atrativo
E belo,
Esqueceste do que dá liga
Fez de areia seu castelo.

Num desespero final,
Que a sua loucura traduz,
Engole o amargo fruto,
Que o que plantaste produz.

Mauríco Granzinolli
mgran@urbi.com.br

Um comentário:

Anônimo disse...

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