O que temos de fazer para ser feliz? Ninguém tem a receita! Mas passei a me sentir melhor, no dia que alguém (Não me lmebro quem) disse para mim que para ser feliz é preciso amar a si mesmo. Desse momento em diante, minha vida mudou da água para o vinho. Esta é uma história de uma mulher que descobriu o mesmo a duras penas.
As luzes são magnéticas e atordoantes. Piscam o tempo todo e quase não dá para enxergar nada, o odor é uma mistura de diversos bouquês de perfumes, cerveja e carpete novo. O som é ensurdecedor e as pessoas dançam totalmente fora do ritmo da música, muitos nem sabem que tipo de música o DJ está tocando. Não é o lugar ideal para uma 'azaração', mas para Lúcia tem servido perfeitamente. Dificilmente, ela sai da boate sem companhia, apesar de ser solteira e estar passando da casa dos trinta. Não entende a afirmação de suas amigas de que 'falta homem no mercado'. Para ela, por enquanto, não sente esta 'escassez' masculina.
Seus olhos batem em um rapaz que está em uma mesa do canto tomando um drinque de cor esquisita. Dá 'bola' para ele e logo estão no meio do salão arriscando alguns passos desconcertados. Entre um intervalo e outro, conversam um pouco e se conhecem o suficiente para o objetivo daquela noite. Mais alguns drinques, vem o beijo. Depois do beijo, alguns 'amassos'. A noite segue seu curso e ambos acabam tendo um boa noite de amor no apartamento de Lúcia. Todas as suas amigas perguntam como ela tem coragem de levar um estranho para seu apartamento, mas Lúcia não 'encana' neste tipo de coisa, descobriu a duras penas, que o perigo 'dorme ao lado'. Foram mais de sete anos sofrendo calada. Não seria qualquer um que a faria voltar para aquela rotina.
Despacha o rapaz na manhã seguinte, nem o deixa tomar café da manhã com ela. Dá alguma desculpa bem 'esfarrapada' para ele e se livra. Ele insiste para ela ligar durante a semana e combinarem algo mais. Lúcia promete, mas não tem certeza nenhuma se estará com vontade de revê-lo uma vez mais. Sua vida está muito boa como está, a liberdade é bem mais doce do que ela lembrava. Sabe, que no almoço da segunda-feira com as amigas do escritório, todas vão lhe cobrar um relacionamento sério, um casamento, filhos... em suma, montar uma família para os dias de inverno que virão. Mas Lúcia tomou uma decisão há muito tempo atrás: nunca mais escreverá o livro de sua vida em função de um homem! Pode acontecer, mas ela vai lutar com todas as suas forças contra esta estupidez da sociedade.
A vida social de Lúcia é ótima! Cumpre com todos os seus compromissos sem ter de 'matar um leão' para convencer o 'companheiro' a ir naquele evento chato que odeia. Também, não tem que aguentar assistir aquela pelada de fim de semana, torcendo por um perna-de-pau que mal consegue acertar a bola. Não tem que visitar a sogra, para ela ensinar como cuidar de seu precioso 'filhinho', que esta mulher sem caráter e competência roubou dela. Lúcia tem seus namorados! Alguns duram algumas semanas, outros meses e uns poucos anos. A grande maioria dura uma noite apenas. Já foi chamada de puta por suas amigas e por alguns dos que se apaixonaram por ela. Mas Lúcia pouco importa a opinião de terceiros. Importa apenas a sua.
Carla, sua melhor amiga, afirma que ela é uma pessoa solitária, portanto... triste. Lúcia não se sente assim. Ama seus momentos de convívio consigo mesma, principalmente, por ter aprendido a amar a si mesma acima de todas as coisas. Egoísta? Alguém só é capaz de amar outro ser, se amar primeiro a si. Todos dizem, que o primeiro amor de todos nós, é a nossa mãe. Lúcia, não! Lúcia ama a si mesma primeiro. O dia que aprendeu esta regra básica do viver, conheceu a felicidade. Antes, obedecia cegamente os mandamentos da mulher perfeita. Lúcia casou e constituiu família, não teve filhos, 'Graças a Deus!' pensa. Sempre acompanhava o seu esposo a todos os eventos e ocasiões escolhidas por ele. A opinião dela era um mero detalhe sem importância. Conseguiu se formar, mas não exerceu sua profissão, pois o lugar de uma boa esposa é em casa, cuidando dos filhos e do marido. Era o seu pai e sua mãe falando. Tradicionalistas mineiros, família de ancestrais seculares, tão enferrujadas em suas idéias quanto a idade dos antepassados, que provavelmente, eram um bando de facínoras e assassinos.
Lúcia nunca esquece o dia em que foi até a casa de seus pais contar que havia apanhado do marido e que iria largá-lo. Os pais, como bons cristãos que são, não concordaram. Deus não concordaria com aquilo! A obrigação da mulher é respeitar seu marido. Mandaram-na de volta ao agressor e seu pai fez a vã promessa de conversar com ele. Inútil palavrório para quem entende a linguagem dos músculos e da selva. Lúcia pegou suas coisas mais queridas e roubou algum dinheiro do marido maravilhoso que tinha. Fugiu para outra cidade... outro estado. Começou a viver!
A nova vida mostrou como amar a si mesma, a tornou uma pessoa mais feliz. Arranjou um emprego quebra-galho, mas insistiu em conseguir um emprego em sua área. Surgiu uma oportunidade, agarrou com unhas e dentes, foi o sucesso que esperava. No novo emprego, construiu novas amizades e conheceu novos homens. Namorou bastante, mas decidiu não mais dividir sua cama por toda a eternidade. Não acreditava na suprema tolice da imbecilidade da idéia da alma gêmea. Observava suas amigas sofrendo e eternamente tristes com suas almas gêmeas, assim eleitas por elas. Quando chegava o fracasso inevitável, primeiro, era culpa deles e então, era porque ele não era o 'cara certo'. Existe esta coisa de cara certo? Lúcia perguntava a todas. O incrível era a quantidade de lágrimas que derramavam por estes 'caras errados'. Pior ainda, é que não desistiam da eterna busca. O Santo Graal das mulheres: o Homem Perfeito (o Príncipe Encantado/cavaleiro da Armadura Dourada) e o Casamento, sendo o segundo item o mais importante de todos.
Lúcia abdicou disto tudo. Focou em sua carreira e em sua vida. Passou a encarar a vida de uma forma mais feliz. Não tinha ninguém para sustentá-la e nem apoiá-la nos momentos difíceis. Só podia contar consigo mesma. Era o suficiente! Nunca mais aceitou que um homem pagasse suas despesas e nunca mais aceitou que um homem desse a última opinião sobre qualquer assunto que lhe interessasse. Lúcia criou seus próprios padrões de vida, libertou-se da sociedade e viveu. Sem marido... sem filhos... sem casamento! Apenas consigo mesma e... foi o suficiente! Descobriu o seu santo Graal... a felicidade! Descobriu... a si mesma. Passou a amar... a si mesma acima de todas as coisas!
As luzes são magnéticas e atordoantes. Piscam o tempo todo e quase não dá para enxergar nada, o odor é uma mistura de diversos bouquês de perfumes, cerveja e carpete novo. O som é ensurdecedor e as pessoas dançam totalmente fora do ritmo da música, muitos nem sabem que tipo de música o DJ está tocando. Não é o lugar ideal para uma 'azaração', mas para Lúcia tem servido perfeitamente. Dificilmente, ela sai da boate sem companhia, apesar de ser solteira e estar passando da casa dos trinta. Não entende a afirmação de suas amigas de que 'falta homem no mercado'. Para ela, por enquanto, não sente esta 'escassez' masculina.
Seus olhos batem em um rapaz que está em uma mesa do canto tomando um drinque de cor esquisita. Dá 'bola' para ele e logo estão no meio do salão arriscando alguns passos desconcertados. Entre um intervalo e outro, conversam um pouco e se conhecem o suficiente para o objetivo daquela noite. Mais alguns drinques, vem o beijo. Depois do beijo, alguns 'amassos'. A noite segue seu curso e ambos acabam tendo um boa noite de amor no apartamento de Lúcia. Todas as suas amigas perguntam como ela tem coragem de levar um estranho para seu apartamento, mas Lúcia não 'encana' neste tipo de coisa, descobriu a duras penas, que o perigo 'dorme ao lado'. Foram mais de sete anos sofrendo calada. Não seria qualquer um que a faria voltar para aquela rotina.
Despacha o rapaz na manhã seguinte, nem o deixa tomar café da manhã com ela. Dá alguma desculpa bem 'esfarrapada' para ele e se livra. Ele insiste para ela ligar durante a semana e combinarem algo mais. Lúcia promete, mas não tem certeza nenhuma se estará com vontade de revê-lo uma vez mais. Sua vida está muito boa como está, a liberdade é bem mais doce do que ela lembrava. Sabe, que no almoço da segunda-feira com as amigas do escritório, todas vão lhe cobrar um relacionamento sério, um casamento, filhos... em suma, montar uma família para os dias de inverno que virão. Mas Lúcia tomou uma decisão há muito tempo atrás: nunca mais escreverá o livro de sua vida em função de um homem! Pode acontecer, mas ela vai lutar com todas as suas forças contra esta estupidez da sociedade.
A vida social de Lúcia é ótima! Cumpre com todos os seus compromissos sem ter de 'matar um leão' para convencer o 'companheiro' a ir naquele evento chato que odeia. Também, não tem que aguentar assistir aquela pelada de fim de semana, torcendo por um perna-de-pau que mal consegue acertar a bola. Não tem que visitar a sogra, para ela ensinar como cuidar de seu precioso 'filhinho', que esta mulher sem caráter e competência roubou dela. Lúcia tem seus namorados! Alguns duram algumas semanas, outros meses e uns poucos anos. A grande maioria dura uma noite apenas. Já foi chamada de puta por suas amigas e por alguns dos que se apaixonaram por ela. Mas Lúcia pouco importa a opinião de terceiros. Importa apenas a sua.
Carla, sua melhor amiga, afirma que ela é uma pessoa solitária, portanto... triste. Lúcia não se sente assim. Ama seus momentos de convívio consigo mesma, principalmente, por ter aprendido a amar a si mesma acima de todas as coisas. Egoísta? Alguém só é capaz de amar outro ser, se amar primeiro a si. Todos dizem, que o primeiro amor de todos nós, é a nossa mãe. Lúcia, não! Lúcia ama a si mesma primeiro. O dia que aprendeu esta regra básica do viver, conheceu a felicidade. Antes, obedecia cegamente os mandamentos da mulher perfeita. Lúcia casou e constituiu família, não teve filhos, 'Graças a Deus!' pensa. Sempre acompanhava o seu esposo a todos os eventos e ocasiões escolhidas por ele. A opinião dela era um mero detalhe sem importância. Conseguiu se formar, mas não exerceu sua profissão, pois o lugar de uma boa esposa é em casa, cuidando dos filhos e do marido. Era o seu pai e sua mãe falando. Tradicionalistas mineiros, família de ancestrais seculares, tão enferrujadas em suas idéias quanto a idade dos antepassados, que provavelmente, eram um bando de facínoras e assassinos.
Lúcia nunca esquece o dia em que foi até a casa de seus pais contar que havia apanhado do marido e que iria largá-lo. Os pais, como bons cristãos que são, não concordaram. Deus não concordaria com aquilo! A obrigação da mulher é respeitar seu marido. Mandaram-na de volta ao agressor e seu pai fez a vã promessa de conversar com ele. Inútil palavrório para quem entende a linguagem dos músculos e da selva. Lúcia pegou suas coisas mais queridas e roubou algum dinheiro do marido maravilhoso que tinha. Fugiu para outra cidade... outro estado. Começou a viver!
A nova vida mostrou como amar a si mesma, a tornou uma pessoa mais feliz. Arranjou um emprego quebra-galho, mas insistiu em conseguir um emprego em sua área. Surgiu uma oportunidade, agarrou com unhas e dentes, foi o sucesso que esperava. No novo emprego, construiu novas amizades e conheceu novos homens. Namorou bastante, mas decidiu não mais dividir sua cama por toda a eternidade. Não acreditava na suprema tolice da imbecilidade da idéia da alma gêmea. Observava suas amigas sofrendo e eternamente tristes com suas almas gêmeas, assim eleitas por elas. Quando chegava o fracasso inevitável, primeiro, era culpa deles e então, era porque ele não era o 'cara certo'. Existe esta coisa de cara certo? Lúcia perguntava a todas. O incrível era a quantidade de lágrimas que derramavam por estes 'caras errados'. Pior ainda, é que não desistiam da eterna busca. O Santo Graal das mulheres: o Homem Perfeito (o Príncipe Encantado/cavaleiro da Armadura Dourada) e o Casamento, sendo o segundo item o mais importante de todos.
Lúcia abdicou disto tudo. Focou em sua carreira e em sua vida. Passou a encarar a vida de uma forma mais feliz. Não tinha ninguém para sustentá-la e nem apoiá-la nos momentos difíceis. Só podia contar consigo mesma. Era o suficiente! Nunca mais aceitou que um homem pagasse suas despesas e nunca mais aceitou que um homem desse a última opinião sobre qualquer assunto que lhe interessasse. Lúcia criou seus próprios padrões de vida, libertou-se da sociedade e viveu. Sem marido... sem filhos... sem casamento! Apenas consigo mesma e... foi o suficiente! Descobriu o seu santo Graal... a felicidade! Descobriu... a si mesma. Passou a amar... a si mesma acima de todas as coisas!
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