18 maio 2008

Poesia - Certeza

De quem é a culpa pela mazelas que sofremos? É do leitor aqui presente, de meus pais, de meus amigos, de meus familiares mais próximos, do meu chefe, em suma, do mundo? Não?!?! É minha, unica e exclusivamente. Aqui nosso poeta faz seu mea culpa. Vamos ler:

CERTEZA

Todos os dias
Escorre sangue e pus
Pelas chagas que
Eu mesmo abri.

Todos os dias
Exalam gases
De enxofre
Do vulcão
Que eu mesmo despertei.

Todos os dias
Escorre
Fétida
A negra lama
Pela vala que cavei

Todos os dias
Morro mais rápido
Que o meu tempo

Todos os dias
Acho que morro
Devagar.

Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br

Nenhum comentário: