Temos simetria aqui, pois nosso poeta nos fala da prisão dos relacionamentos e como não sabemos dar liberdade a quem se ama. O supremo dom do amor é a liberdade, mas os seres humanos encaram o amor como escravidão. Uma escravidão desigual de corpo e mente, manifestada pela posse de outro ser humano. Uma posse sem sentido e em nome do amor. Nosso poeta nos lembra do ar mais puro que existe: o ar da liberdade.
DONO DA ÁGUA
Deténs agora a água
Da fonte que cultivei
Negocias com rala eqüidade
O límpido fluido
Que contigo partilhei.
Depositaste sobre tua fronte
A coroa de louros por ti mesmo tecida,
Envaideceste em mostrar seu gasoso poder
E em ira se mostra quando contestado é.
És fraco na essência,
E vigoroso no discurso descabido.
És míope na prática da justiça,
Águia na avidez por sangue.
Deténs a água,
Deténs o poder,
Mas o tempo e somente o tempo,
Regenera,
Resgata
E às vezes liberta.
Da fonte que cultivei
Negocias com rala eqüidade
O límpido fluido
Que contigo partilhei.
Depositaste sobre tua fronte
A coroa de louros por ti mesmo tecida,
Envaideceste em mostrar seu gasoso poder
E em ira se mostra quando contestado é.
És fraco na essência,
E vigoroso no discurso descabido.
És míope na prática da justiça,
Águia na avidez por sangue.
Deténs a água,
Deténs o poder,
Mas o tempo e somente o tempo,
Regenera,
Resgata
E às vezes liberta.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
mgran@urbi.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário