O tempo é um eterno fantasma... um Deus obscuro e inescapável. Alquimista da vida, soluciona tudo... transmuta tudo. É o que nos conta nosso poeta hoje.
MÁGICA
Inefável mundo,
Que irremediavelmente
Desfaz-se
Por entre os dedos
Ávidos em detê-lo.
Trêmula mão que
Com o nervoso suor,
Vê escorrer por entre
Células, doce seiva
Que um dia alimentou
Com vida
O que hoje apenas existe.
Flashes esporádicos,
Que ferem a tela dos olhos
Com uma luz
Que cada vez mais pálida,
Insiste em iluminar lembranças,
Cujo presente
Obriga a sentir saudades.
Estéril da raiz
Às folhas,
Colho hoje uma atormentada morte,
Paradoxalmente nascida
De uma serena semente.
E a tímida luz que dá vida ao amanhecer,
Atinge sua plenitude
Até ser engolida pelas trevas.
É um exercício contínuo,
Que serve apenas para nos lembrar
Que o tempo é eterno,
E mágico, na química de transformar.
Que irremediavelmente
Desfaz-se
Por entre os dedos
Ávidos em detê-lo.
Trêmula mão que
Com o nervoso suor,
Vê escorrer por entre
Células, doce seiva
Que um dia alimentou
Com vida
O que hoje apenas existe.
Flashes esporádicos,
Que ferem a tela dos olhos
Com uma luz
Que cada vez mais pálida,
Insiste em iluminar lembranças,
Cujo presente
Obriga a sentir saudades.
Estéril da raiz
Às folhas,
Colho hoje uma atormentada morte,
Paradoxalmente nascida
De uma serena semente.
E a tímida luz que dá vida ao amanhecer,
Atinge sua plenitude
Até ser engolida pelas trevas.
É um exercício contínuo,
Que serve apenas para nos lembrar
Que o tempo é eterno,
E mágico, na química de transformar.
Maurício Granzinolli
mgran@urbi.com.br
mgran@urbi.com.br
Um comentário:
Oi eu amei sua poesia!
Abraços
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