01 junho 2008

Mulheres que Amo - Amor de Mãe

Existem inúmeros mitos sobre o comportamento humano. Alguns deles são transformadas em leis imutáveis da natureza. O amor de mãe é uma delas, apesar dos inúmeros casos que contrariam esta afirmação. Este é um destes inúmeros casos.

Ver aquelas quatro crianças largadas no quintal da casa vizinha, era algo digno de pena. Estavam sujas e com fome. Dependiam da bondade dos vizinhos e dos parentes da mãe. Não tinham os pais morando com elas, pois cada uma delas era filha de um pai diferente. Era deprimente vê-las abandonadas pela mãe, que estava à caça do próximo otário a manter seu estilo de vida. A mãe sempre estava bonita e cheirosa, pois escolhera a profissão de esposa para sustentar sua vida.
Ela descobriu esta vida na adolescência. Tinha uma amiga que morava com um cara que a bancava. Dava tudo para a casa, depois que tivera um filho com ele. Nem precisava viver muito tempo com ele, pelo contrário, o melhor era quando o idiota era casado e não podia deixar que a família descobrisse. Recebia a grana todo mês e tinha que aguentar o 'pé no saco' uma vez por semana, enquanto a idiota da esposa tinha de aguentá-lo todos os dias. O primeiro passo era fácil: forró, baile funk, gafieira, qualquer lugar onde houvesse um homem procurando uma aventura. A escolha deveria ser pelo tamanho de sua carteira, nunca por beleza, inteligência ou por ser sexy, a escolha deveria ser por quanto ele poderia gastar com ela e se ele gostava de gastar com ela. Sempre tem um idiota que achava que conquista uma mulher por seus 'dotes' financeiros. Se ela fizer um 'docinho' e não dar na primeira noite, o idiota é fisgado. Depois, quando o sexo acontecer é só elogiar o desempenho medíocre do garanhão, que o caminho para sua conta bancária está pavimentado. Depois, é deixá-lo mostrá-la como seu novo troféu de caça e a carteira dele está acimentada na parede de sua sala. Uma criança é golpe final no idiota, que faz de tudo, por um tempo para mantê-la longe de sua família.
Infelizmente, não é uma situação definitiva. O idiota cansa, o dinheiro termina e o cara fica insuportável. Tá na hora de uma nova presa. Um novo bobo da corte 'pagão', pois enquanto os peitos tão firmes e a bunda dura, dá para conseguir uns 'bonitinhos'. Uma hora destas, a quilometragem faz cobrar seu preço, pois o taxímetro nunca pára de marcar. O segundo, sempre fica um pouco 'cabreiro', pois tem uma criança na jogada. Ele reluta, pois pode acontecer um confronto com o 'pagão' anterior, mas sempre é fisgado por estar 'comendo' a mulher dos outros. É excitante! Nisto, é fisgado 'facim facim'. Quando percebe, já não consegue ficar sem o 'jantar fora de casa'. Sem excitação e a aventura de pegar aquela mulher dos outros. O dinheiro começa a fluir aos poucos: "A menina tá precisando de leite!" ou "Estou sem nada em casa, aquele desgraçado não paga a pensão!", coisas do gênero. Então, um belo dia, vem a notícia, o exame, o desespero, o choro por que ele não a ama, porque mandou ela tirar a criança. Ela é cristã, não pode fazer uma coisa dessas, é uma vida dentro dela. O sexo acabou e as contas começaram, quando vê, já tem um novo 'pagão' na área. O negócio é arrumar formas de arrancar até o último vintém dele, pois sabe que isto não vai durar para sempre. No processo, existe uma vítima, que não é o 'pagão' imbecil, mas sim o filho do primeiro idiota. Não sendo mais a fonte de renda da família, é colocado de lado e esquecido. O pobre não pode mais ficar doente, chorar ou desejar nada, pois agora tudo é dado e pensado para o novo 'reizinho' do lar. Até quando, quem pode dizer.
O tempo passa, o relacionamento enfraquece, o medo da família também. Percebendo o poço sem fundo em que se meteu, o 'pagão' começa a regular o fluxo para o filho bastardo. Continua ajudando, mas não mais com a mesma frequência desejada pela 'mãe' das crianças. Momento de um novo 'pagão' entrar em cena. Também, é hora de investir em maquiagem e vestuário. Os idiotas não caem mais nos 'peitos' e 'bundas' dela simplesmente. Será preciso uma produção maior e uma escolha em padrão inferior aos anteriores, pois os de alto padrão não irão comparecer depois de uma 'verificada' no material 'oferecido'. Esta, também, é a hora da primeira criança chegar ao colégio. Se estiver com sorte, vai estudar, se não, ficará em casa assistindo tevê e tomando conta do irmãozinho. "Estudar para quê? Eu nunca estudei e me dei bem na vida!" responde a mãe para os vizinhos.
Em algum forró quente da periferia, o novo 'pagão' surge. Não dá para escolher muito e o fator idade é preponderante. Tem que encontrar um velho otário, para arrancar dele o seu sustento. Ao encontrá-lo, tem de fazer o papel da 'filhinha do papai', bem inocente, quase casta no início do relacionamento. O macho velho fica deslumbrado e a cobre de presentes. Cada noite, uma celebração da virilidade do 'papai'. Ele compra a felicidade dos 'países baixos', por um preço módico no início, mas com uma fatura de um tamanho indescritível depois. No que avança o relacionamento, o custo da felicidade cresce exponencialmente. Como a fatura está ficando muito cara, o 'pagão' pensa em ficar apenas com uma casa, que não é a da esposa. Chega o momento crítico de manter tudo como está. Ela tem de convencê-lo a ficar com a esposa, primeiramente, usa a tática do drama. "Não posso fazer isto com ela e seus filhos! Não sou uma dessas!" Depois, tenta a tática dos custos da separação. Por último, apela para a denúncia anônima para a esposa. Assim, o marido fica preso a ambas, mas não consegue sair de casa, na maioria dos casos. É a tática mais arriscada, mas normalmente funciona com os 'pagãos', pois são todos uns 'cagões', não conseguem enfrentar família e nem sociedade.
A criança é mais um último e derradeiro golpe para mantê-lo no papel de 'pagão'. É um ícone a sua virilidade, a sua honra de macho. Ele faz questão de mostrar o sua nova filha para todo mundo. "olha como sou macho! Meu pau ainda tá de pé e eu dou muito no couro ainda!" Este fica preso por anos com seu orgulho afagado desta forma. Alguns, nem se dão conta que aquela criança pode nem ser sua, mas o troféu da virilidade está ali para todos verem e ninguém questionar. Este, normalmente, mantêm seu caso por décadas, pois seu ego é quem mais recebe em troca dos atos em si. Demora para sair de cena, normalmente, falido.
Nestas temporadas de machos diferentes, ela vai fazendo seu 'pé de meia' para os invernos vindouros. Tem de estar preparada para o momento em que terá de fazer o supremo sacrifício: trabalhar. Entre o terceiro e o último 'pagão', começa o suplício. Arranja algum trabalho de esforço intelectual mínimo e que seus dotes, um pouco caídos, influenciam em sua contratação. O tempo todo reclama, mas é um bom lugar para descobrir o novo 'pagão'. Alguém ainda mais velho que o último e com bem menos capital para gastar. Este, infelizmente, vai ter de morar com ele. Não vai aceitar gastar grana com três pequerruchos sem um recebimento diário. Ser vista com o novo porco 'pagão' é humilhante, mas necessário para suportar aquela vida.
O último filho vem. O porco 'pagão' fica felicíssimo e aumenta o fluxo de capital para casa. As crianças mais velhas são colocadas de lado para o novo 'queridinho' da casa assuma seu trono. As mais velhas tem de ficar acostumadas com o segundo plano. Algumas brigam, tentam chamar a atenção, mas o padrasto coloca ordem na casa com a mão pesada. Algumas vão parar no pronto-socorro, mas a conivência da mãe, faz com que nada seja feito contra o 'pagão' agressor. A vida segue assim, a nova criança com uma vida boa por alguns anos, enquanto os outros três vivem uma vida miserável de surras e esquecimento. É claro, o 'pagão' encontra uma 'carne' mais fresca e se manda.
A última armação aconteceu, não dá para arrumar nenhum novo 'pagão'. O patrimônio conseguido nas temporadas dos machos, vão ter de manter a vida razoável que ela levou até então. As crianças, agora todas tem algo em comum: o esquecimento da mãe por profissão.

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